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Se você acha que jogos de futebol precisam ser realistas, táticos e cheios de regras, Captain Tsubasa 2: World Fighters provavelmente vai mudar completamente essa ideia.

Aqui, futebol é praticamente tratado como um jogo de luta. Os jogadores possuem barra de vida, ataques especiais, defesas especiais, dribles, passes absurdos e chutes capazes de transformar uma partida comum em uma verdadeira batalha de anime.

E o mais curioso é que, mesmo não sendo um grande fã de futebol, eu realmente me diverti jogando.

Um futebol completamente diferente

Captain Tsubasa 2: World Fighters adapta o universo de Super Campeões para um jogo extremamente exagerado e cheio de ação.

Você não está simplesmente correndo pelo campo tentando fazer um gol. Cada jogador possui sua própria barra de stamina e recursos especiais que podem ser utilizados durante a partida.

Os personagens conseguem executar movimentos especiais para roubar a bola, realizar passes, driblar adversários, bloquear ataques e, claro, tentar marcar gols com aqueles chutes completamente absurdos que são uma das marcas registradas da franquia.

O goleiro também entra nessa loucura.

Quando um adversário dispara um chute especial, você precisa reagir corretamente para tentar defender. O goleiro pode receber dano e perder sua barra de vida. Quando ela está muito baixa, praticamente qualquer chute pode resultar em gol.

Isso transforma cada ataque em uma espécie de batalha.

O Brasil dentro de Captain Tsubasa

Uma das coisas mais curiosas do jogo é o arco que se passa no Brasil.

Você encontra referências a equipes e regiões brasileiras, incluindo times representados por nomes como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Obviamente, por questões de licenciamento, o jogo não pode simplesmente utilizar todos os nomes e marcas dos clubes brasileiros reais.

Mesmo assim, fica muito fácil olhar para algumas dessas referências e pensar: “Esse aqui é o Flamengo, não é?”

A ideia de colocar Captain Tsubasa jogando contra equipes brasileiras é muito interessante e poderia ter sido ainda melhor aproveitada.

E aqui aparece uma das maiores oportunidades perdidas do jogo: a localização.

Apesar de grande parte da história passar pelo Brasil, Captain Tsubasa 2: World Fighters não possui tradução para português brasileiro.

Para um jogo baseado em uma franquia tão conhecida entre o público brasileiro e que ainda possui um arco relacionado ao nosso país, uma localização completa faria bastante sentido.

A jogabilidade é praticamente um jogo de luta

A melhor maneira de explicar World Fighters é dizer que ele parece um jogo de futebol misturado com um jogo de luta de anime.

Você possui diferentes comandos para executar ações durante a partida e precisa administrar a stamina dos personagens para conseguir utilizar seus movimentos especiais.

Quanto mais próximo do gol, por exemplo, mais fácil pode ser carregar determinados ataques.

Os jogadores também podem utilizar carrinhos para tentar roubar a bola e realizar dribles que exigem bastante atenção ao momento correto para escapar do adversário.

Se você errar, pode simplesmente tomar uma pancada e perder a disputa.

É justamente essa mistura que deixa as partidas tão diferentes de um jogo de futebol convencional.

Aqui, não existe aquela preocupação em reproduzir perfeitamente uma partida real.

O objetivo é ser divertido.

E nisso o jogo funciona muito bem.

Chutes especiais e goleiros

Uma das mecânicas mais interessantes é o sistema de chute a gol.

Os jogadores acumulam energia para utilizar seus movimentos especiais e, quando conseguem ativá-los, o chute ganha toda aquela apresentação exagerada característica dos animes.

Cada personagem possui movimentos diferentes, o que deixa os ataques visualmente muito mais interessantes.

Na defesa, o goleiro também precisa reagir ao ataque.

Dependendo da direção escolhida, é possível realizar uma defesa melhor e diminuir o dano recebido.

Isso cria situações completamente absurdas durante as partidas.

Você pode estar dominando o jogo e, de repente, o adversário consegue carregar um especial e virar completamente a situação.

É futebol, mas parece uma batalha.

Um modo história que pode confundir quem não conhece o anime

O modo história é um dos pontos que mais podem dividir os jogadores.

Para quem conhece Captain Tsubasa, provavelmente existe muito mais contexto para aproveitar todos os acontecimentos, personagens e rivalidades.

Para quem não conhece, como foi o meu caso, algumas situações podem parecer completamente desconectadas.

Existem muitos diálogos e acontecimentos relacionados aos personagens e às rivalidades do universo original.

O jogo adapta elementos do mangá e do anime, então ele claramente espera que você já tenha algum conhecimento da franquia.

Isso acaba sendo um problema para quem está chegando agora.

Eu particularmente achei algumas dessas cenas exageradamente longas e elas acabam quebrando um pouco o ritmo das partidas.

Por outro lado, para quem já é fã de Captain Tsubasa, provavelmente esse mesmo conteúdo pode ser justamente um dos grandes atrativos.

Personalização e criação de personagens

O jogo também permite personalizar seu personagem e montar sua equipe.

Você pode escolher diferentes formações e habilidades, além de definir movimentos especiais para o seu protagonista.

É possível escolher diferentes tipos de passes, dribles, chutes e outras habilidades que alteram os atributos do personagem.

Também existem opções para personalizar os uniformes dos times.

O problema é que eu senti que o jogo poderia ter ido muito mais longe nessa parte.

Seria muito interessante ter um verdadeiro modo carreira, onde pudéssemos criar nosso próprio jogador, montar uma equipe do zero e disputar espaço dentro do universo de Captain Tsubasa.

Essa possibilidade praticamente abriria um novo jogo dentro do próprio jogo.

Multiplayer e partidas rápidas

Fora do modo história, World Fighters fica ainda mais interessante.

O jogo possui modos para jogar offline com amigos e também partidas online.

As partidas são relativamente rápidas e muito mais dinâmicas do que eu esperava.

Você pode trocar passes, correr pelo campo, utilizar especiais, bloquear ataques e tentar encontrar uma oportunidade para finalizar.

Depois de algumas partidas, os comandos ficam bem mais fáceis de entender.

E essa simplicidade ajuda bastante.

Você não precisa ser especialista em futebol para começar a jogar.

Visual e animações

Visualmente, o jogo consegue entregar muito bem a sensação de estar assistindo a um anime interativo.

Os golpes especiais possuem efeitos exagerados e cada personagem possui animações características.

Os chutes são provavelmente uma das partes mais legais de assistir.

O problema é que algumas animações acabam se repetindo bastante, principalmente depois de várias partidas.

Mesmo assim, elas continuam funcionando porque fazem parte da identidade do jogo.

No meu caso, jogando a versão de Nintendo Switch no Switch 2, a experiência funcionou muito bem.

Um dos jogos de futebol mais divertidos que joguei

Eu sinceramente não esperava gostar tanto de Captain Tsubasa 2: World Fighters.

Não sou uma pessoa extremamente ligada a futebol e, justamente por isso, achei interessante perceber que o jogo conseguiu me divertir mesmo estando completamente fora da proposta de um simulador tradicional.

Ele não quer ser um novo jogo realista de futebol.

Ele quer ser um anime de futebol jogável.

E essa diferença é justamente o que faz o jogo funcionar.

Você tem stamina, barra de vida, golpes especiais, chutes absurdos, goleiros tomando dano e partidas capazes de virar completamente de uma hora para outra.

É exagerado.

É estranho.

É completamente maluco.

Mas é muito divertido.

Vale a pena jogar Captain Tsubasa 2: World Fighters?

Sim, principalmente se você gosta de jogos de anime ou quer experimentar uma experiência de futebol diferente.

Quem já conhece Captain Tsubasa provavelmente vai aproveitar ainda mais o jogo por entender as referências, personagens e acontecimentos da história.

Mas mesmo quem nunca acompanhou o anime ou o mangá pode encontrar diversão nas partidas.

Para mim, o maior problema está justamente na história e na falta de localização em português brasileiro.

O jogo tinha uma oportunidade enorme de conquistar ainda mais o público brasileiro, principalmente por possuir um arco ambientado no Brasil.

Mesmo assim, quando você deixa a história um pouco de lado e começa a disputar as partidas, World Fighters mostra sua melhor versão.

É um jogo de futebol que não parece exatamente um jogo de futebol.

É praticamente um jogo de luta de anime usando o futebol como tema.

E talvez seja justamente por isso que eu gostei tanto.

Captain Tsubasa 2: World Fighters me fez sorrir com um gênero que não conseguia fazer isso comigo há muito tempo.

Se você gosta de futebol, anime ou simplesmente quer jogar algo diferente, vale a pena dar uma chance.

Análise

Fire Emblem: Fortune’s Wave – Uma tradução para português poderia salvar esse jogo no Brasil?

Estou falando de Fire Emblem: Fortune’s Wave, o novo jogo da Nintendo que chama atenção logo de cara pelo seu visual épico de anime e por trazer uma mistura de combate tático por turnos, exploração de dungeons e uma quantidade enorme de diálogos.

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Uma tradução para português poderia salvar esse jogo no Brasil?

Estou falando de Fire Emblem: Fortune’s Wave, o novo jogo da Nintendo que chama atenção logo de cara pelo seu visual épico de anime e por trazer uma mistura de combate tático por turnos, exploração de dungeons e uma quantidade enorme de diálogos.

O jogo é simplesmente lindo. Os gráficos em estilo anime são impressionantes, as animações são muito bem produzidas e existe uma grande preocupação em desenvolver a relação entre os personagens enquanto a história avança.

E é justamente aí que aparece um problema enorme para o público brasileiro: o jogo não possui localização para português.

Quando penso em recomendar esse jogo para a galera que acompanha o RK Play, essa é uma das primeiras coisas que passam pela minha cabeça. Estamos falando de um jogo focado em história, personagens, diálogos e construção de um universo medieval. Ou seja, entender o que está acontecendo não é apenas um detalhe.

Você pode até saber inglês e conseguir jogar tranquilamente. Mas muita gente no Brasil não domina o idioma. E isso não significa falta de interesse em videogames. Muitas pessoas simplesmente nunca tiveram a oportunidade de aprender inglês de forma suficiente para acompanhar um jogo com centenas de diálogos.

E existe outro ponto importante: você pode saber inglês, mas seus amigos, familiares ou outras pessoas que poderiam conhecer esse jogo talvez não saibam.

Isso acaba criando uma barreira enorme.

Eu já falei aqui no perfil sobre esse jogo e, sinceramente, é um título que eu facilmente consigo recomendar para muita gente. Ele tem uma proposta muito interessante, visual impressionante, combate estratégico, exploração e muitas horas de conteúdo.

Só que, para quem não entende inglês, a experiência pode ficar bastante prejudicada.

E o pior é que você não está apenas deixando de entender algumas frases. Você pode acabar perdendo justamente uma das partes mais importantes da experiência: a história e a relação entre os personagens.

Eu sei que qualquer pessoa pode começar a aprender inglês a qualquer momento. Também sei que existem escolas bilíngues e pessoas que têm contato com o idioma desde cedo.

Mas estamos falando do Brasil.

Uma localização em português não seria apenas uma comodidade. Para muita gente, ela seria a diferença entre conseguir aproveitar completamente o jogo ou simplesmente deixar passar.

Por isso fica a pergunta: uma tradução para português poderia fazer esse jogo alcançar muito mais jogadores no Brasil?

Na minha opinião, quando um jogo depende tanto de narrativa e diálogo, a localização faz uma diferença enorme na possibilidade de ele conquistar um novo público.

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Análise

Core Keeper: o Minecraft subterrâneo que já conquistou milhões que testei no Switch 2

E se você misturasse a exploração de Minecraft, a progressão de Stardew Valley e colocasse tudo isso em um gigantesco mundo subterrâneo cheio de mistérios? É mais ou menos essa a proposta de Core Keeper, um jogo de exploração, sobrevivência, construção e combate que já ultrapassou a marca de 5 milhões de cópias vendidas.

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E se você misturasse a exploração de Minecraft, a progressão de Stardew Valley e colocasse tudo isso em um gigantesco mundo subterrâneo cheio de mistérios? É mais ou menos essa a proposta de Core Keeper, um jogo de exploração, sobrevivência, construção e combate que já ultrapassou a marca de 5 milhões de cópias vendidas.

Em Core Keeper, você praticamente começa do zero. A aventura começa dentro de cavernas, onde é necessário coletar recursos, criar ferramentas, construir sua base e começar a explorar tudo o que existe ao seu redor.

Conforme você avança, novos equipamentos, armas e ferramentas são desbloqueados, permitindo acessar regiões que antes estavam completamente fora do seu alcance. E é justamente aí que o jogo começa a mostrar toda a sua força.

Uma das coisas mais interessantes é a sensação constante de descoberta. Como o mundo possui elementos gerados proceduralmente, cada exploração pode revelar uma nova região, inimigos diferentes, recursos inesperados e até chefes gigantescos.

E se jogar sozinho já é divertido, a experiência fica ainda mais interessante no multiplayer. Core Keeper permite reunir até oito jogadores, tornando a exploração das cavernas, a construção da base e os combates contra chefes muito mais caóticos e divertidos.

Eu também tive a oportunidade de jogar algumas horas da versão de Nintendo Switch 2, que recebeu um upgrade para aproveitar melhor o novo hardware. A experiência portátil acaba ficando mais confortável, permitindo levar toda essa aventura subterrânea para qualquer lugar.

E vou falar uma coisa: mesmo depois de algumas horas, eu ainda estava meio perdido no começo. E isso é um elogio. Core Keeper tem uma quantidade enorme de coisas para descobrir e vai muito além de simplesmente explorar cavernas e construir uma base.

Se você gosta de Minecraft, Stardew Valley ou até mesmo daqueles clássicos Zeldas 2D, existe uma grande chance de você encontrar algo muito interessante aqui.

Para mim, Core Keeper foi uma bela surpresa. É aquele tipo de jogo que começa parecendo simples, mas quanto mais você joga, mais percebe que existe uma aventura gigantesca escondida debaixo da terra.

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