REVIEW Marvel Cosmic Invasion – O Jogo agrada, e prova que um genero antigo é bom quando tem os personagens certos
Finalmente Marvel Cosmic Invasion foi lançado, e depois de jogar o game até o final, posso dizer com tranquilidade: é um baita jogo… mas também uma grande decepção. Parece contraditório, mas calma que eu explico.
Finalmente Marvel Cosmic Invasion foi lançado, e depois de jogar o game até o final, posso dizer com tranquilidade: é um baita jogo… mas também uma grande decepção. Parece contraditório, mas calma que eu explico.
O game segue o estilo clássico de briga de rua, com progressão por fases, onde você controla diversos heróis da Marvel enfrentando hordas de inimigos e vilões icônicos. Ele foi feito para jogar em multiplayer com até quatro pessoas, sempre trazendo referências ao universo Marvel, cenas em formato de quadrinhos e uma trilha sonora que, sinceramente, ficou excelente.
Por outro lado, quando você termina a campanha, percebe que não existe muito o que fazer além de revisitar desafios e o modo arcade. No total, são umas três horinhas de gameplay bem divertidas, com personagens conhecidos (e outros mais obscuros), e mesmo assim eu ainda considero uma boa experiência. Afinal, o jogo foi produzido pela mesma equipe responsável por Streets of Rage 4 e Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge. Só por isso já dá para imaginar a qualidade da pancadaria.
É um dos melhores do gênero? Na minha opinião, sim. Mas com ressalvas.
Um Visual Nostálgico Para Quem Cresceu com os Clássicos da Marvel
Se você acompanhou o anúncio do jogo, já sabe que o visual dele parece muito com os jogos de arcade da era Capcom: X-Men, Marvel Super Heroes e Marvel vs Capcom. As poses, os sprites e até algumas animações lembram muito aqueles clássicos.
Isso fica ainda mais evidente no Homem-Aranha, que repete animações e trejeitos dos jogos antigos. E esse resgate visual funciona demais.
Outro ponto positivo é a presença de personagens menos conhecidos pelo público geral, como Beta Ray Bill e até mesmo o Aniquilador, que aqui assume o papel de grande vilão da história. E claro, algumas escolhas um tanto questionáveis, como colocar She-Hulk jogável enquanto o Hulk ficou de fora.
Seleção de Personagens e Jogabilidade em Dupla
O jogo funciona escolhendo duas personagens por fase, cada uma com habilidades bem distintas. E aqui a Dotemu mandou muito bem: cada herói realmente parece único.
Capitão América e Rocket Raccoon, por exemplo, têm estilos completamente diferentes. Um é corpo a corpo, rápido e com escudo que funciona como projétil. O outro cria combos usando tiros e gadgets.
O game ainda possui interações especiais entre personagens específicos dependendo da fase, o que incentiva você a testar duplas diferentes.
Mas atenção: não existe contador de vida tradicional. Se suas duas personagens morrem, acabou. Game over.
A Parte Mais Fraca: Combos Aéreos e Inimigos Voadores
O jogo introduz uma mecânica de combate no ar, onde alguns personagens podem voar e combar inimigos suspensos.
Isso seria ótimo… se todos os personagens pudessem fazer o mesmo.
Quando você joga, por exemplo, com Wolverine (sem ataques à distância), se prepara para passar raiva com os inimigos voadores. A sensação é que colocaram essas mecânicas só para alguns heróis brilharem.
Pós-Jogo Quase Inexistente
Terminou o modo história? Então agora você só tem:
desafios opcionais
skins coloridas desbloqueáveis
músicas extras
dados de personagens
modificadores para o modo arcade
É pouca coisa. Bem pouca mesmo.
O modo arcade, apesar de divertido, é limitado: você escolhe dois personagens no início e vai com eles até o fim sem trocar.
Jogadores que gostam de completar tudo vão ter trabalho para upar cada personagem até o nível 10, desbloquear skills passivas e completar a Matriz Cósmica. Mas para a maioria… o jogo acaba rápido.
Comparando com Streets of Rage 4 e TMNT: Shredder’s Revenge
Esse é o ponto onde Marvel Cosmic Invasion mais decepciona.
Esses dois jogos receberam updates, DLCs, modos novos e até personagens extras. Já aqui, a sensação é de downgrade, como se o jogo tivesse sido finalizado com pressa ou sob limitações da própria Marvel na escolha dos personagens.
Ele é excelente no que faz, mas poderia ser muito mais.
A História Completa (Com Spoilers)
Aqui começa a parte com spoilers. Se ainda não jogou, avance para a conclusão.
A narrativa gira em torno do Aniquilador atacando o multiverso e controlando heróis usando pequenos parasitas. O Vigia avisa que uma ameaça está chegando e convoca heróis como Nova, Homem-Aranha, Wolverine, Tempestade, Pantera Negra, Rocket Raccoon, She-Hulk e muitos outros.
O jogo passa por:
Nova York
Genosha
Helicarrier da S.H.I.E.L.D.
Wakanda
Terra Selvagem
Lado Azul da Lua
Asgard sendo consumida por Galactus
Planeta dos simbiontes
Mundo Kree
Santuário de Thanos
Frota final do Aniquilador
Destaques:
Venom usa exatamente o mesmo moveset de Marvel vs Capcom
Lutas épicas contra sentinelas, Surfista Prateado, Thanos e Knull
Participação de Galactus como aliado na reta final
A batalha final acontece em Nova York, completamente devastada. E quem dá o golpe final no Aniquilador não é nenhum dos heróis… e sim o próprio Galactus, que absorve sua energia.
O Vigia encerra dizendo que os heróis sempre se levantarão quando o universo precisar deles.
Vale a Pena Jogar Marvel Cosmic Invasion?
Sim. Mas com expectativas ajustadas.
Se você gosta de beat ‘em up, da Marvel e de jogos coop, vai aproveitar muito. A campanha é divertida, tem ótimas referências e personagens carismáticos.
O problema é que falta profundidade depois de zerar. Não há modos extras, missão pós-game, desafios reais ou qualquer conteúdo que aumente a vida útil do jogo.
Eu espero que o jogo receba atualizações, como aconteceu com outros títulos da Dotemu. Ele merece mais conteúdo. Muito mais.
Mas pelo preço, pela qualidade da jogabilidade e pelo fator nostalgia, eu recomendo.
Durante muito tempo, os fãs de Sonic esperaram por um novo jogo capaz de trazer uma experiência marcante para a franquia. Mas provavelmente pouca gente imaginava que uma das maiores surpresas seria uma colaboração entre Sonic e Pico Park.
Sonic Pico Park é uma experiência multiplayer que reúne diversos personagens da franquia em uma aventura focada em quebra-cabeças, cooperação e, principalmente, diversão entre amigos. O resultado é um jogo que pode parecer simples à primeira vista, mas que consegue entregar momentos extremamente divertidos.
E o mais surpreendente? Tudo isso por um preço bastante acessível.
Um elenco recheado de personagens de Sonic
Um dos grandes destaques de Sonic Pico Park é a quantidade de personagens disponíveis. O jogo reúne diferentes figuras da franquia, incluindo Sonic, Tails, Knuckles, Amy, Shadow, Silver, Blaze e muitos outros.
O elenco traz personagens de diferentes equipes e até mesmo de outras dimensões, criando uma reunião bastante interessante para os fãs.
Mas não se trata apenas de escolher um personagem pela aparência. Alguns deles possuem habilidades próprias que influenciam diretamente na maneira como você resolve os desafios.
Sonic e outros personagens de velocidade conseguem utilizar movimentos como o Spin Dash, enquanto personagens como Tails, Rouge e Cream possuem habilidades de voo. Knuckles também tem sua própria característica, podendo planar para alcançar determinados lugares.
Essas diferenças tornam a escolha dos personagens importante durante as fases.
Multiplayer é a verdadeira essência do jogo
Aqui está o principal diferencial de Sonic Pico Park: ele foi desenvolvido para ser jogado em grupo.
O jogo oferece partidas online com até oito jogadores, além de opções multiplayer local, dependendo da plataforma e da configuração utilizada.
E é justamente quando você começa a jogar com outras pessoas que percebe o verdadeiro potencial da experiência.
As fases são construídas em torno da cooperação. Em determinados momentos, será necessário trabalhar em equipe para empurrar blocos, alcançar plataformas, apertar botões simultaneamente ou até utilizar o corpo de outro personagem para conseguir chegar a lugares mais altos.
Não basta simplesmente correr até o final da fase. Você precisa observar o cenário, entender o funcionamento dos obstáculos e descobrir como todos podem avançar juntos.
É uma proposta simples, mas que funciona muito bem.
Quebra-cabeças que exploram as habilidades de Sonic
Apesar de carregar o nome Sonic, não espere uma aventura tradicional de plataforma focada apenas em velocidade.
Sonic Pico Park mistura elementos clássicos da franquia com a estrutura de quebra-cabeças cooperativos de Pico Park.
Os anéis, espinhos, eletricidade, molas e outros obstáculos conhecidos estão presentes, mas agora são utilizados de maneiras diferentes.
Em algumas situações, os jogadores precisam compartilhar anéis para sobreviver. Em outras, alguém precisa receber dano propositalmente para deixar um anel disponível para outro companheiro.
Também existem desafios que exigem habilidades específicas, como o voo de Tails ou a capacidade de planar de Knuckles.
O interessante é que o jogo incentiva a experimentação. Muitas vezes, você e seus amigos vão precisar testar diferentes possibilidades até descobrir a solução.
E acredite: algumas dessas tentativas rendem situações hilárias.
15 mundos e muita diversão pela frente
Sonic Pico Park apresenta uma quantidade considerável de conteúdo, com 15 mundos diferentes e quatro fases em cada um deles.
Cada mundo apresenta novos desafios e maneiras de explorar as mecânicas cooperativas.
O jogo também consegue resgatar elementos visuais e mecânicas tradicionais de Sonic, incluindo os famosos loops, sequências de velocidade e placas de finalização das fases.
É uma combinação interessante entre a identidade clássica de Sonic e a proposta de quebra-cabeças de Pico Park.
Um visual simples, mas que funciona
Visualmente, Sonic Pico Park aposta em uma apresentação bastante minimalista.
Os personagens possuem representações simplificadas, mas conseguem preservar suas características visuais e personalidades. É uma evolução interessante em relação à identidade visual do Pico Park original.
Os cenários também são bastante básicos, utilizando plataformas, blocos e obstáculos com cores bem definidas.
Não espere grandes cenários tridimensionais ou efeitos visuais impressionantes. A prioridade aqui é manter a jogabilidade clara e facilitar a identificação dos elementos durante as partidas.
Uma das opções disponíveis permite alterar a tonalidade do fundo, oferecendo algumas alternativas de apresentação.
Particularmente, prefiro a opção mais escura, pois ela ajuda os personagens coloridos a se destacarem melhor.
É um visual que não impressiona tecnicamente, mas combina com a proposta do jogo.
O maior problema: você precisa de amigos para jogar
Nem tudo são flores.
O principal ponto que precisa ficar claro é que Sonic Pico Park é uma experiência essencialmente multiplayer.
Se você está procurando um novo jogo de Sonic para jogar sozinho, talvez essa não seja a melhor escolha.
A diversão está justamente na interação entre os jogadores, na necessidade de cooperar e nas situações inesperadas que surgem durante os desafios.
Sem outras pessoas para compartilhar a experiência, boa parte da proposta perde seu impacto.
Portanto, é importante considerar isso antes de comprar.
Vale a pena comprar Sonic Pico Park?
Sinceramente, Sonic Pico Park foi uma das maiores surpresas que tive envolvendo a franquia.
Eu não esperava que essa colaboração pudesse funcionar tão bem, mas a combinação entre os personagens de Sonic e as mecânicas cooperativas de Pico Park acabou criando uma experiência extremamente divertida.
O jogo consegue aproveitar muito bem os elementos clássicos da franquia, trazendo anéis, velocidade, habilidades especiais e obstáculos conhecidos para uma proposta completamente diferente.
Além disso, a quantidade de personagens e fases torna a experiência bastante interessante para quem pretende jogar com amigos.
Outro detalhe que chama atenção é o preço. Durante minha experiência, o jogo estava anunciado por aproximadamente R$ 37 na eShop, um valor bastante acessível considerando a diversão que pode proporcionar.
Sonic Pico Park é uma recomendação fácil para quem gosta de Sonic e procura um jogo multiplayer para aproveitar com os amigos.
Não é a aventura tradicional que muitos fãs esperavam, mas talvez seja justamente essa proposta diferente que torne o jogo tão especial.
Se você gosta de experiências cooperativas, prepare os controles e chame seus amigos. Porque aqui, sobreviver sozinho não é exatamente o plano!
Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chegou ao Nintendo Switch 2 trazendo a promessa de uma aventura gigantesca, com combates contra monstros colossais, exploração e muita liberdade. Mas será que essa versão consegue entregar uma experiência satisfatória no console da Nintendo?
O RPG da Capcom tem qualidades inegáveis. O sistema de combate é divertido, os monstros impressionam e o mundo oferece situações inesperadas. Entretanto, nem tudo funciona tão bem. A exploração pode se tornar cansativa, algumas missões são pouco intuitivas e certos problemas de desempenho podem prejudicar a experiência.
No Switch 2, a adaptação precisa encontrar um equilíbrio entre qualidade visual e fluidez. A geração de quadros pode ajudar na sensação de movimento, mas não equivale a 60 FPS nativos, algo que merece atenção na hora de avaliar o resultado.
A inclusão de conteúdo adicional aumenta o pacote, mas não resolve automaticamente os problemas de ritmo e design que podem afastar alguns jogadores.
No fim, Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen tem potencial para ser uma ótima aventura portátil, mas suas qualidades não apagam os defeitos. A versão para Switch 2 precisa provar que consegue preservar a essência do RPG sem comprometer demais a experiência.
E você, acha que Dragon’s Dogma 2 combina com o Nintendo Switch 2 ou a Capcom precisou fazer concessões demais?
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