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Uma das maiores discussões desde o lançamento do Nintendo Switch original sempre foi a mesma: por que a Nintendo insiste em não colocar um D-Pad de verdade no Joy-Con?
Com a chegada do Nintendo Switch 2, essa escolha continua dividindo opiniões, principalmente entre quem joga muitos jogos 2D, retrô e de luta.

Neste artigo, eu vou mostrar como ficou o meu Joy-Con 2 totalmente modificado usando um kit de carcaça da ExtremeRate, agora com D-Pad funcional e botões inspirados no Super Famicom, e responder a pergunta principal.

Link do Kid Completo – LINK

Link do Kid do joy-con apenas – LINK

O Joy-Con do Switch 2 precisa mesmo de um D-Pad?
E você teria coragem de fazer essa modificação num console caro desses?


O problema do Joy-Con para jogos 2D

Se você joga principalmente títulos 3D, o Joy-Con padrão até dá conta do recado.
Mas quando entramos em jogos como plataformas 2D, metroidvanias, jogos retrô e jogos de luta, o conjunto de quatro botões separados no lugar do direcional começa a incomodar, e muito.

Desde o lançamento de jogos como Hollow Knight e agora Silksong, jogar no modo portátil com o Joy-Con padrão nunca foi exatamente confortável. Movimentos diagonais, comandos precisos e sequências rápidas simplesmente não funcionam bem nesse formato.


Conhecendo a ExtremeRate

As peças que eu usei nessa modificação são da ExtremeRate, uma empresa especializada em customização de controles e consoles.
Talvez você já conheça eles por outro nome: HexGaming, a divisão que vende controles já modificados e prontos.

Eu já tinha confiança na marca porque já customizei um DualSense do PS5 com peças deles, já apresentei controles da HexGaming aqui no canal e a qualidade dos materiais sempre foi muito acima da média.

Por isso, quando vi que eles estavam preparando kits específicos para o Nintendo Switch 2, fui atrás imediatamente.


O que vem no kit de carcaça

O kit é extremamente completo. Ele não inclui apenas peças externas, mas também carcaça frontal e traseira dos Joy-Cons, D-Pad funcional, botões no estilo Super Famicom, peças internas opcionais, parafusos, molas e ferramentas, além de chaves específicas para desmontagem.

Existem várias combinações de cores, modelos com ou sem D-Pad e até opções de carcaça para o próprio console.

No meu caso, escolhi carcaça semi-transparente, botões coloridos inspirados no Super Famicom e D-Pad no Joy-Con esquerdo.


O resultado visual

O visual final ficou simplesmente incrível.

A carcaça semi-transparente lembra muito os controles transparentes do Nintendo 64 e do início dos anos 2000. Dá para ver parte da estrutura interna sem ficar exagerado.

Eu optei por não trocar todos os botões. Mantive Home, mais, menos, C, L e R na cor original. Preservei detalhes como os ímãs coloridos e não troquei todas as peças internas para não exagerar.

O resultado ficou personalizado, mas elegante.


E o D-Pad? Funciona mesmo?

Funciona, e faz toda a diferença.

Esse D-Pad não é idêntico ao de um Pro Controller clássico, mas lembra muito o D-Pad do Wii U ou do Nintendo 3DS. Ele é mais clicável, como botões de ação, mas ainda assim infinitamente melhor do que os quatro botões separados do Joy-Con original.

Jogando metroidvanias, jogos retrô, plataformas 2D e jogos de luta, a experiência muda completamente. Movimentos diagonais, deslizar da esquerda para a direita e comandos precisos ficam muito mais naturais.


Jogos de luta: a maior diferença

Aqui é onde a modificação mais brilha.

Jogos como Street Fighter ficam muito mais confortáveis. Golpes simples já saem com mais consistência, e a possibilidade de alternar entre analógico e D-Pad é excelente.

Agora imagina isso em jogos mais técnicos como King of Fighters ou Fatal Fury. Não tem comparação com o Joy-Con original.


O processo de modificação é simples?

Não.
E isso precisa ficar muito claro.

Apesar de a ExtremeRate oferecer tutoriais detalhados, vídeos passo a passo e ferramentas inclusas, essa modificação não é para qualquer um.

No meu caso, demorei cerca de 3 horas. Fiz tudo com muita calma e segui o tutorial pausando várias vezes.

O Joy-Con é uma verdadeira obra de engenharia. São cabos flat minúsculos, peças extremamente delicadas e muita chance de erro se você for apressado. Se errar, você pode simplesmente perder o controle.


Vale a pena?

Para mim, valeu demais.

Hoje, esse Joy-Con modificado virou meu controle principal no modo portátil, uma ótima alternativa até para jogar na TV e a melhor experiência que já tive com o Switch.

A sensação de finalmente ter um D-Pad de verdade muda completamente a forma de jogar.


A Nintendo deveria oferecer isso oficialmente?

Na minha opinião, sim.

A ideia de dividir Joy-Con para jogar de dois já não faz tanto sentido hoje em dia. Existem controles compatíveis com o Switch 2 por preços muito acessíveis.

Para quem joga sozinho, principalmente jogos 2D, um Joy-Con com D-Pad deveria ser uma opção oficial.


Considerações finais

Essa modificação não é obrigatória, nem recomendada para todo mundo.
Mas se você gosta de jogos 2D, joga muito retrô, curte jogos de luta e quer o melhor controle possível no modo portátil, esse kit da ExtremeRate resolve um problema histórico do Switch.

Eu não me arrependo nem um pouco.

E agora eu te pergunto: você teria coragem de fazer essa modificação no seu Nintendo Switch 2?

Análise

Dragon’s Dogma 2 no Nintendo Switch 2: um RPG ambicioso, mas com concessões

Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chegou ao Switch 2. Confira os pontos positivos, os problemas e os desafios dessa adaptação.

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Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chegou ao Nintendo Switch 2 trazendo a promessa de uma aventura gigantesca, com combates contra monstros colossais, exploração e muita liberdade. Mas será que essa versão consegue entregar uma experiência satisfatória no console da Nintendo?

O RPG da Capcom tem qualidades inegáveis. O sistema de combate é divertido, os monstros impressionam e o mundo oferece situações inesperadas. Entretanto, nem tudo funciona tão bem. A exploração pode se tornar cansativa, algumas missões são pouco intuitivas e certos problemas de desempenho podem prejudicar a experiência.

No Switch 2, a adaptação precisa encontrar um equilíbrio entre qualidade visual e fluidez. A geração de quadros pode ajudar na sensação de movimento, mas não equivale a 60 FPS nativos, algo que merece atenção na hora de avaliar o resultado.

A inclusão de conteúdo adicional aumenta o pacote, mas não resolve automaticamente os problemas de ritmo e design que podem afastar alguns jogadores.

No fim, Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen tem potencial para ser uma ótima aventura portátil, mas suas qualidades não apagam os defeitos. A versão para Switch 2 precisa provar que consegue preservar a essência do RPG sem comprometer demais a experiência.

E você, acha que Dragon’s Dogma 2 combina com o Nintendo Switch 2 ou a Capcom precisou fazer concessões demais?

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Análise

Granblue Fantasy Versus no Nintendo Switch 2 é uma surpresa que merece atenção

Testei Granblue Fantasy Versus no Nintendo Switch 2. Confira minhas impressões sobre os combates, o modo história e o potencial competitivo do jogo

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Granblue Fantasy Versus é uma experiência de luta diferente do convencional e pode surpreender quem procura um jogo acessível, com muita fantasia, combates com armas e um modo história bastante extenso. Testei o jogo no Nintendo Switch 2 e fiquei com a impressão de que ele merece muito mais atenção do público brasileiro.

O universo de Granblue Fantasy vem conquistando espaço entre os fãs de RPG e jogos de luta, mas ainda parece pouco explorado por parte do público brasileiro. Durante meus testes com o jogo no Nintendo Switch 2, uma coisa ficou clara: estamos diante de uma experiência que tenta equilibrar acessibilidade, combates diretos e elementos de fantasia de uma maneira bastante particular.

Um jogo de luta diferente do convencional

Uma das coisas que mais chamam a atenção em Granblue Fantasy Versus é a maneira como ele transforma um universo de fantasia em um jogo de luta tradicional. Em vez de apostar exclusivamente em uma experiência complexa, com dezenas de comandos e combinações difíceis de executar, o título oferece combates mais diretos e acessíveis.

A proposta pode parecer estranha no começo, principalmente para quem associa esse universo a aventuras de RPG, exploração e batalhas contra diferentes inimigos. Aqui, entretanto, a experiência é focada em confrontos entre personagens, com golpes especiais, magias, armas e espadas.

É praticamente como jogar um Street Fighter com uma temática muito mais fantasiosa. A comparação ajuda a entender a proposta, embora Granblue Fantasy Versus tenha sua própria identidade e mecânicas.

O modo história é um dos grandes destaques

Se existe um aspecto que me chamou bastante a atenção, foi o modo história. Ele é bastante extenso e oferece uma experiência que vai além de simplesmente entrar em uma luta após a outra.

Para quem gosta de acompanhar narrativas, conhecer personagens e explorar o universo de um jogo, essa pode ser uma das características mais interessantes da experiência.

Na minha opinião, essa abordagem ajuda a tornar o título mais convidativo para quem não está acostumado com jogos de luta competitivos. Afinal, nem todo mundo quer passar horas treinando combos ou disputando partidas online. Ter uma campanha para aproveitar no próprio ritmo é um diferencial importante.

Como é jogar Granblue Fantasy Versus no Nintendo Switch 2?

Testei o jogo no Nintendo Switch 2 e a experiência combina muito bem com a proposta de um console híbrido. Poder jogar tanto na televisão quanto no modo portátil torna a experiência bastante conveniente, especialmente para quem gosta de aproveitar partidas rápidas em diferentes situações.

Outro ponto positivo está na execução dos golpes e dos especiais. Os comandos são mais simples do que podem parecer à primeira vista, permitindo que novos jogadores aprendam as mecânicas sem precisar enfrentar uma curva de aprendizado excessivamente complicada logo no início.

Essa acessibilidade parece fazer parte da proposta do jogo. Ao facilitar a execução de determinados movimentos, Granblue Fantasy Versus consegue tornar os combates mais convidativos para iniciantes sem abandonar completamente o potencial competitivo.

Isso não significa que jogadores experientes não encontrarão desafios. Dominar os personagens, entender as possibilidades de cada golpe e aprender a responder às estratégias dos adversários são aspectos que podem abrir espaço para disputas mais técnicas.

Um jogo acessível, mas com potencial competitivo

Jogos de luta precisam encontrar um equilíbrio delicado. Se forem complicados demais, podem afastar novos jogadores. Se forem simples demais, correm o risco de não oferecer profundidade suficiente para quem deseja se aperfeiçoar.

Granblue Fantasy Versus tenta encontrar esse meio-termo, oferecendo comandos acessíveis e combates que podem ser aproveitados por diferentes perfis de jogadores.

Acredito que existe espaço para uma comunidade competitiva dedicada ao jogo, especialmente se mais pessoas começarem a experimentar suas mecânicas e participar das disputas online.

É claro que o crescimento de uma cena competitiva depende de diversos fatores, incluindo o interesse da comunidade, a realização de torneios e o suporte oferecido ao jogo. Mesmo assim, a proposta tem elementos interessantes para quem gosta de jogos de luta.

Granblue Fantasy merece mais atenção no Brasil

Uma das minhas principais impressões é que Granblue Fantasy ainda tem espaço para crescer entre os jogadores brasileiros.

A marca possui reconhecimento internacional, mas acredito que existe uma oportunidade de conquistar um público maior por aqui. Jogos de luta com personagens carismáticos, combates acessíveis e universos bem construídos podem encontrar uma comunidade bastante interessada no Brasil.

O lançamento de uma versão para o Nintendo Switch 2 também pode ajudar a aproximar o jogo de pessoas que preferem jogar em um console portátil ou híbrido.

Mais do que simplesmente oferecer outra opção para os fãs do gênero, Granblue Fantasy Versus mostra que ainda existe espaço para experimentar novas maneiras de apresentar jogos de luta.

Vale a pena ficar de olho?

Minha impressão inicial é bastante positiva. Granblue Fantasy Versus pode causar estranhamento para quem espera uma experiência de RPG tradicional, mas sua proposta começa a fazer sentido quando entendemos que o foco está nos confrontos entre personagens.

O modo história extenso, os comandos acessíveis e a temática de fantasia ajudam a diferenciar o título de outras opções disponíveis no gênero. No Nintendo Switch 2, a possibilidade de jogar no modo portátil também contribui para tornar a experiência ainda mais interessante.

Se você gosta de jogos de luta, mas não quer começar por um título excessivamente complicado, vale a pena conhecer a proposta. E, se já é um jogador experiente, existe a possibilidade de encontrar profundidade suficiente para explorar as mecânicas e aprimorar suas habilidades.

Granblue Fantasy Versus é uma surpresa que merece mais atenção. Talvez ele ainda não tenha conquistado o espaço que poderia ter no Brasil, mas sua mistura de fantasia, acessibilidade e combate competitivo faz dele um jogo que vale a pena conhecer.

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