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SOBRE Zenfone 5 pelo olhar digital

O nome Zenfone 5 já tem história no mercado brasileiro. Lançado em 2014, o primeiro modelo batizado assim veio para bater de frente com o Moto G. Os dois rivais carregavam especificações de entrada e tinham um preço parecido – baixo. Mas assim como a linha da Motorola mudou com os anos, o mesmo aconteceu com o aparelho da Asus. O segundo Zenfone 5 chegou com pompas de topo de linha, daqueles para concorrer com aparelhos mais poderosos, como o iPhone X e o Samsung Galaxy S9. Mas como ele se sai nessa árdua tarefa?

A primeira característica a se notar no novo Zenfone 5 é que, ainda que almeje e se pareça por fora, ele não é necessariamente um topo de linha. A memória RAM de 4 GB é equiparável ao principal modelo da Samsung, mas o processador Snapdragon 636 com GPU Adreno 509 fica abaixo do Snapdragon 845 usado pela sul-coreana.

É claro, o chip está longe de ser ruim: a combinação dele com a memória faz o aparelho dar conta das tarefas sem engasgos, e o aparelho consegue uma marca bastante razoável no AnTuTu. Mas se quiser um desempenho de topo de linha, a recomendação é partir para o Zenfone 5z, seu irmão mais poderoso, com o mesmo processador do S9 e do LG G7.

Câmera

O principal destaque do Zenfone 5, no entanto, é a câmera. Ou o par delas, localizado na traseira. São dois sensores, de 12 e 8 megapixels, com abertura f/1.8 na lente de maior resolução. Em locais bem iluminados, o conjunto rende fotos com ótima definição, mas um pouco mais escuras do que as tiradas com um S9. Nas cenas mais escuras, os resultados também são bons: o Zenfone 5 clareia bem a cena. Porém, ele peca um pouco na definição.

Ainda assim, dá para contornar muitos dos pequenos problemas do modo automático com a ajuda do modo Pro. Com o recurso, você pode ajustar desde a velocidade do obturador até o ISO e a iluminação, conseguindo resultados bem satisfatórios mesmo em cenas bem escuras.

Recursos e bateria

A riqueza de recursos integrados é um dos maiores pontos positivos do Zenfone 5. Além desse modo Pro, a câmera tem outro de Super Resolução, que gera fotos de 49 megapixels, um de câmera lenta, que grava a 120 quadros, e um gerador de GIFs. Todos funcionam muito bem. Fora da câmera, o smartphone vem com um assistente de áudio com perfis prontos para diferentes fones de ouvido e com um Gerenciador de Celular bem útil. Por este último, dá para desde liberar a memória RAM até configurar as permissões de aplicativos e monitorar o uso da bateria.

Aliás, sobre a carga, o aparelho faz um bom trabalho ao usar inteligência artificial para ajustar o uso da CPU e o recarregamento. O Zenfone 5 aguenta sem esforço um dia todo de uso, com algumas horas de Netflix, redes sociais e Spotify no meio. Depois, na hora de ligar na tomada, o celular aprende os hábitos do usuário para saber quando precisa ou não acelerar a recarga. Se você puder deixá-lo por mais tempo ligado na energia, o Zenfone 5 vai entender que pode carregar mais lentamente, para fazer o aparelho esquentar menos.

O interessante é que esses vários recursos não se tornam necessariamente vários aplicativos pré-instalados. O Zenfone 5 não escapa de ter alguns redundantes, como um de previsão de tempo e uma calculadora, mas está longe de vir sobrecarregado de bloatwares. O Android 8.0 do aparelho só peca mesmo em alguns detalhes mais bobos: os nomes mais longos de alguns apps não aparecem inteiros embaixo dos ícones, e erros ortográficos ainda surgem em alguns menus.

Design

De ponto negativo mesmo, fica a estrutura do aparelho. Primeiro, a tela LCD Full HD+ é ótima, mas o entalhe é questionável e não fica completamente escondido com a solução de software oferecida pela Asus. Segundo, a traseira é toda de vidro, o que dá aquele suposto toque de elegância, mas que ao mesmo tempo é mais uma parte que pode quebrar com uma queda.

Análise

Vale a pena jogar o Scott Pilgrim com a DLC nova e um modo arcade incrível

Scott Pilgrim está de volta com uma nova DLC que adiciona alguns personagens e, principalmente, um modo completamente arcade que muda bastante a experiência do jogo.

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Scott Pilgrim está de volta com uma nova DLC que adiciona alguns personagens e, principalmente, um modo completamente arcade que muda bastante a experiência do jogo.

Entre as novidades está a Knives, ex-namorada do Scott e uma ninja, que chega para aumentar ainda mais a variedade de personagens disponíveis. Mas, para mim, a grande novidade mesmo é o novo modo Arcade.

O legal desse modo é que ele pega aquela fórmula de briga de rua que a gente já conhece do modo principal e transforma tudo em uma experiência muito mais direta, no estilo clássico de passar de fase. Você vai avançando pelos eventos da história, enfrentando inimigos e chefes em uma sequência muito mais tradicional de beat ’em up.

E vou falar uma coisa: na minha opinião, esse modo Arcade é infinitamente melhor que o modo principal.

Scott Pilgrim continua sendo um jogo muito divertido justamente por causa das suas referências. Ele praticamente funciona como uma grande homenagem ao universo dos videogames, colocando referências escondidas por todos os lados. Enquanto você joga, vai encontrando elementos que lembram desde jogos clássicos até títulos mais modernos.

E o mais interessante é que o jogo não fica apenas nas referências visuais. A história brinca bastante com viagem dimensional e diferentes versões dos personagens, criando situações completamente absurdas e divertidas.

A trama coloca os filhos do ex-namorado número 7 da Ramona, vindos do futuro, em uma busca por vingança contra Scott e todo mundo envolvido nessa história. É uma espécie de continuação espiritual do universo de Scott Pilgrim, mas levando a ideia para um caminho completamente diferente.

O jogo também mantém aquela mistura de pancadaria com elementos de evolução de personagem, permitindo melhorar suas habilidades enquanto você avança. E o melhor é que dá para aproveitar essa experiência em praticamente qualquer console atual.

E claro, não dá para falar de Scott Pilgrim sem comentar as referências aos videogames. Tem tanta coisa escondida que você começa a jogar e fica tentando descobrir qual será a próxima referência.

Tem viagem dimensional, personagens e situações absurdas e homenagens que vão desde jogos antigos até clássicos contemporâneos.

Agora me explica uma coisa: vai falar que você não viu essa Triforce aí? E essa esmeralda do caos?

É justamente esse tipo de detalhe que faz Scott Pilgrim ser tão divertido para quem cresceu jogando videogame.

Se você curte beat ’em ups, referências a videogames e o universo de Scott Pilgrim, essa nova DLC merece bastante atenção. E, pelo menos para mim, o novo modo Arcade deixou a experiência ainda mais divertida e muito mais próxima daquela estrutura clássica de um bom jogo de briga de rua.

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Análise

Zelda Ocarina of Time Remake é a resposta da Nintendo a onda de Hype do GTA 6

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O novo remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time finalmente mostrou suas principais novidades, e a primeira impressão pode causar estranheza. Diferente do visual mais cartunesco que marcou vários jogos recentes da franquia, o novo projeto aposta em uma direção de arte muito mais realista e detalhada.

Mas depois de assistir à gameplay com mais atenção, fica difícil não se impressionar com o resultado.

Um Ocarina of Time completamente reimaginado

O jogo original de Nintendo 64 foi um dos maiores marcos da história dos videogames, mas suas limitações técnicas eram evidentes. Os cenários eram simples, as texturas extremamente limitadas e muitos elementos precisavam ser representados de maneira bastante básica.

Agora, a Nintendo está levando aquele mesmo mundo para uma escala completamente diferente.

Hyrule Field, por exemplo, ganhou muito mais profundidade visual. A iluminação, a névoa, os efeitos de brilho e a quantidade de detalhes fazem com que o mundo pareça muito mais próximo daqueles grandes filmes de fantasia e feitiçaria.

E talvez seja justamente esse o maior acerto do remake: ele não está apenas tentando deixar Ocarina of Time mais bonito. Ele está tentando mostrar como aquele jogo poderia ter sido na imaginação de quem jogou o original.

O gameplay também recebeu mudanças

Apesar de preservar diversas mecânicas clássicas, o remake não pretende ser uma cópia perfeita do jogo de Nintendo 64.

Uma das principais mudanças é a inclusão de um botão dedicado para pular. No original, Link realizava determinados saltos automaticamente. Agora, o jogador terá mais controle sobre seus movimentos.

Também existe um botão para correr, algo que deve deixar a exploração muito mais rápida.

O sistema de itens também foi modernizado, permitindo trocar equipamentos de maneira mais prática. A ideia parece claramente inspirada nos jogos mais recentes da franquia.

Mesmo com essas mudanças, elementos fundamentais permanecem, como o sistema de mira e combate, a exploração das dungeons e a estrutura clássica de progressão.

Dungeons podem ganhar novidades

Uma das possibilidades mais interessantes é que o remake possa expandir algumas áreas que eram pequenas ou pouco exploradas no jogo original.

Existem teorias envolvendo possíveis novos templos e áreas, incluindo conceitos relacionados a elementos que apareceram durante o desenvolvimento de Ocarina of Time, mas não chegaram à versão final.

Isso faria bastante sentido para um remake que parece estar tentando expandir a experiência em vez de simplesmente reconstruí-la com gráficos modernos.

O jogo também promete personagens com mais ações e diálogos, algo que pode ajudar a dar mais vida ao mundo.

Hyrule está muito mais viva

Uma das transformações mais impressionantes está nas cidades e nos ambientes.

A cidade de Hyrule, por exemplo, não parece mais apenas um espaço limitado com elementos de fundo. Agora temos um ambiente tridimensional muito mais detalhado, que transmite uma sensação maior de exploração.

A passagem do tempo também promete acontecer em diferentes locais, aumentando a sensação de que o mundo realmente está funcionando enquanto Link explora.

Outro elemento interessante é a tapeçaria apresentada anteriormente, que retorna como uma espécie de guia visual para os objetivos do jogador.

É praticamente uma representação da própria lenda de Zelda dentro do mundo do jogo.

A Ocarina vai ganhar uma função ainda mais interessante

A música sempre foi uma das partes mais importantes de Ocarina of Time, e o remake parece querer levar essa ideia ainda mais longe.

Além de tocar as músicas normalmente, o jogo poderá reconhecer comandos de voz relacionados às melodias.

Também existe a possibilidade de utilizar uma Ocarina real para interagir com o jogo.

A Nintendo parece estar aproveitando os recursos do Switch para transformar um dos elementos mais icônicos de Ocarina of Time em algo ainda mais interativo.

E isso combina bastante com a importância que o instrumento ganhou graças ao próprio jogo.

60 FPS e muito mais detalhes

Outro ponto que chama bastante atenção é a confirmação de que o jogo vai rodar a 60 quadros por segundo.

Isso faz uma diferença enorme para um jogo de ação e exploração, principalmente quando estamos falando de um remake que possui movimentação, combate e exploração muito mais fluidos.

Visualmente, a quantidade de detalhes também impressiona.

A Árvore Deku, Hyrule Field, os inimigos, as cidades e até pequenas áreas que eram extremamente simples no Nintendo 64 agora possuem uma quantidade enorme de elementos visuais.

A sensação é de estar vendo aquele mesmo jogo pela primeira vez.

O remake também terá dublagem em português

Para os jogadores brasileiros, existe outra novidade muito importante: o jogo terá dublagem em português.

O trailer já mostrou parte do trabalho de dublagem, e a localização parece fazer parte de uma nova estratégia da Nintendo para aproximar suas grandes franquias do público brasileiro.

Isso também significa que alguns nomes e termos tradicionais da franquia estão recebendo adaptações para português.

Pode parecer estranho no começo para quem está acostumado com os nomes antigos, mas essa pode ser uma excelente oportunidade para uma nova geração conhecer Zelda completamente localizada.

O filme de Zelda também apareceu

Durante a apresentação, também tivemos novidades relacionadas ao filme de The Legend of Zelda.

Apesar das expectativas por mais informações, a apresentação não revelou tantos detalhes quanto alguns fãs esperavam.

O projeto deverá utilizar diferentes elementos da franquia em uma história completamente nova, o que abre espaço para uma adaptação que não precisa simplesmente reproduzir a história de um único jogo.

Ainda existe muita curiosidade para descobrir como personagens como Link, Zelda e Ganon serão apresentados no cinema.

Ocarina of Time está pronto para uma nova geração

Depois de toda a apresentação, aquela primeira estranheza causada pelo visual mais realista começa a desaparecer.

O remake parece estar tentando fazer algo mais ambicioso do que simplesmente atualizar os gráficos de um clássico.

A Nintendo está reconstruindo Ocarina of Time com novas mecânicas, novos detalhes, mais interações, dublagem, melhorias de exploração e uma direção de arte completamente diferente.

E o mais interessante é que, mesmo com todas essas mudanças, a essência do jogo original continua presente.

Para quem jogou Ocarina of Time no Nintendo 64, pode ser uma oportunidade de reencontrar Hyrule de uma maneira completamente diferente.

Para quem nunca jogou, pode finalmente ser a melhor porta de entrada para conhecer um dos jogos mais importantes da história dos videogames.

Depois de ver tudo isso, a estranheza inicial passou.

Agora é só esperar pelo lançamento.

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