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E se o Sonic 2 tivesse novas fases? Sonic Frenzy e sua história incrível

E se o Sonic 2 tivesse novas fases? Isso aqui é a ideia original do Sonic Frenzy, onde pega fases de outros jogos e também fases deletadas e adiciona tudo isso na história original do Sonic 2. Esse é aquele jogo onde o Tails foi sequestrado e o Sonic vai atrás dele. A história é contra o Silver Sonic, um robozinho maldito do Sonic 2 Master System que tem uma garra metálica. Aqui, ele sequestrou o Tails e o Sonic precisa ir atrás dele. A única maneira de salvar o Tails é impedindo o Silver Sonic, porque ele aprisionou a raposa. A missão do Sonic é passar por fases em busca de uma Esmeralda do Caos, e é sobre isso que eu vou falar agora: a história de Sonic 2 Frenzy.

Baixe a hack rom aqui – Download – OBS roda apenas em master system

Emerald Easley

A primeira fase aqui é a Emerald Easley, uma fase que provavelmente você não conhece, mas ela foi cancelada do Sonic 2 do Mega Drive. A única imagem que temos é essa arte conceitual que vazou na internet e está no Sonic Origins. É muito da hora porque tem os coqueiros da Green Hill, além de ser uma paisagem muito mais tropical e bem melhor do que aquela fase subterrânea do Sonic 2. Ele ainda está quebrando muitos blocos no chão, e o pior é que ele consegue entrar em cavernas. É muito insano ver que isso está à frente do tempo, quebrando as limitações do Master System. Tem até buracos aqui que não são buracos, já que o Sonic, quando cai, só toma dano. A sensação de velocidade aqui é um pouco maior, mas temos que lembrar que esse jogo é limitado. Quando chegamos ao chefão, a sensação de mudança é notável, já que tem o pôr do sol. Diferente da maioria dos jogos 8 bits do Sonic, você pode pegar vários anéis para garantir sua sobrevivência e ainda ganhar vidas. Aqui tem a planta piranha do mal enquanto você escapa de várias bombas que ficam quicando em sua direção, como se fosse uma grande armadilha. No final, o Silver Sonic aparece com a Egg Mobile tentando atropelar o Sonic, mas falha miseravelmente.

Casino Night 8 bits

Aqui estamos na versão 8 bits da Casino Night. É engraçado, nunca reparei que os jogos 8 bits não tinham uma fase de cassino para chamar de sua. Como aqui é o Master System, não tem aquelas mecânicas de pegar vários anéis em vários momentos, mas esse jogo colocou alguns monitores novos. Um exemplo é um monitor que você consegue pegar 25 anéis de uma vez só. É perfeito para pegar vários anéis porque o jogo é bastante generoso na quantidade de anéis que você pode pegar. Além de esteiras, tem claro, dadinhos, tubos e elevadores que são praticamente túneis onde o Sonic tem que pular para conseguir atravessar pro outro lado. O chefão aqui são passarinhos que saem em filhotes. A única forma que o Sonic pode vencer é derrotando-os para descer o andar e descobrir onde eles estão nascendo. Tudo isso para enfrentar o grande pássaro-mãe que ataca bolas de fogo pela boca. E bato o Sonic.

Chemical Plant

Chegamos à Chemical Plant, mais inspirada na Chemical Plant do Sonic Mania, já que tem líquido que mata (o azul) e o líquido verde que serve como trampolim. Esse é literalmente uma versão demake de uma fase do Mega Drive, saindo do clichê de fase de água e Green Hill. O tenso é o terceiro ato, que parece ter tido um blackout, está tudo muito mais escuro. Aqui tem um dos raros momentos em que você fica embaixo d’água naquele líquido roxo. O pior é que aqui tem uma foca como chefe, e ele fica fazendo malabares com o Sonic. Se você atacar do jeito errado, ele pode jogar você em cima do teto, que tem aquele líquido azul que também mata. Como eu morri para esse chefe, pelo amor de Deus.

Stardust Speedway

Finalmente chegamos à fase mais rápida do jogo, que é inspirada na Stardust Speedway do Sonic CD. O mais doido dessa fase é que você tem muitos momentos onde passa por templos, mas todas as instalações estão um pouco mais esverdeadas, mostrando que a linha do tempo ainda pode ser salva nesse jogo. Além de ser rápida, tem esses painéis que ficam rodando e também blocos com espinhos. Ela tenta ser uma fase mais rápida, mesmo que esse jogo não aguente tanta velocidade. O pior é que o chefão aqui é um porco que fica quase lutando sumô. Você acerta a cabeça dele com o Sonic, e ele fica rodando de um lado para o outro, causando pequenos terremotos. Mas é mole vencer ele.

Marble Zone 8 bits

Chegamos à Marble Zone 8 bits, que por sinal é quase um inferno. Tem tanto espinho verde no chão, pontes e também chãos desérticos, que é esquisito. A paleta de cores desse jogo está completamente zoada. O Sonic está azul claro, e os anéis são verdes. Não dá para entender. O jogo dá uma de Prince of Persia, porque quando você pula em plataformas, parece que está pulando no chão invisível. Não enxerguei que aqui era chão para pular. Desculpa, mas isso é bizarro. Aqui enfrentamos um porco selvagem, ou talvez um javali, que bate numa parede invisível e causa um terremoto com pedras. O macete é usar um rolamento nas costas dele, porque quando dá um tapa no rabinho, ele toma dano e não consegue fazer o terremoto no céu. É sério, é muito fácil.

Fase final

Aqui é a última fase do jogo, pelo menos parece. Tem buracos que não levam à morte, com placas de aviso que tentam simular um ouriço, e o Sonic está com a cor mais roxa do que nunca. Esse lugar me lembra a Labyrinth Zone, mas como se fosse um pouco na parte externa, com chão todo dourado. Enfim, se era para ser uma inspiração, o único detalhe que me fez pensar nisso é a cor e as pequenas cachoeiras ao redor. Fora isso, não parece nada com ela. Mas sabe o que é mais irritante? Um chão verde que você tem que usar um pulo e direcionar o Sonic para o lugar certo. Como eu me ferrei nesse jogo. Ela tem uma mecânica complexa, com a volta da pequena asa delta. Desculpa, eu não lembro como controlar isso e me ferrei aqui na live. Mas vi que dá para passar direto sem usar a asa delta, então é melhor ficar pulando. Apesar de ter repetido bastante essa fórmula só para tentar aprender, nunca consegui.

No final, encontramos a lendária esmeralda final para enfrentar o Silver Sonic. Aparentemente, o jogo deveria ter uma fase extra. Não sei se tem um segredo. Se pegar todas as esmeraldas levariam para uma fase secreta. Mas o fim é com o Sonic correndo no pôr do sol para depois olhar para o Tails nas estrelas. A única coisa que sabemos é que no código do jogo tem uma fase futurista, mas isso acabou não rolando. O mais bizarro é que esse jogo tem o mesmo nome de outro fan game, também chamado Sonic Frenzy, que demorou mais de 16 anos para ser lançado. Então, meu amigo, pode entrar no card na tela e conhecer esse jogo, que pelo menos está mais completo que essa versão 8 bits.

Muito obrigado, valeu, fui, e até o próximo vídeo.

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Captain Tsubasa 2: World Fighters é o futebol de anime que eu não esperava gostar

Se você acha que jogos de futebol precisam ser realistas, táticos e cheios de regras, Capitão Tsubasa 2: Road Fighters provavelmente vai mudar completamente essa ideia.

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Se você acha que jogos de futebol precisam ser realistas, táticos e cheios de regras, Captain Tsubasa 2: World Fighters provavelmente vai mudar completamente essa ideia.

Aqui, futebol é praticamente tratado como um jogo de luta. Os jogadores possuem barra de vida, ataques especiais, defesas especiais, dribles, passes absurdos e chutes capazes de transformar uma partida comum em uma verdadeira batalha de anime.

E o mais curioso é que, mesmo não sendo um grande fã de futebol, eu realmente me diverti jogando.

Um futebol completamente diferente

Captain Tsubasa 2: World Fighters adapta o universo de Super Campeões para um jogo extremamente exagerado e cheio de ação.

Você não está simplesmente correndo pelo campo tentando fazer um gol. Cada jogador possui sua própria barra de stamina e recursos especiais que podem ser utilizados durante a partida.

Os personagens conseguem executar movimentos especiais para roubar a bola, realizar passes, driblar adversários, bloquear ataques e, claro, tentar marcar gols com aqueles chutes completamente absurdos que são uma das marcas registradas da franquia.

O goleiro também entra nessa loucura.

Quando um adversário dispara um chute especial, você precisa reagir corretamente para tentar defender. O goleiro pode receber dano e perder sua barra de vida. Quando ela está muito baixa, praticamente qualquer chute pode resultar em gol.

Isso transforma cada ataque em uma espécie de batalha.

O Brasil dentro de Captain Tsubasa

Uma das coisas mais curiosas do jogo é o arco que se passa no Brasil.

Você encontra referências a equipes e regiões brasileiras, incluindo times representados por nomes como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Obviamente, por questões de licenciamento, o jogo não pode simplesmente utilizar todos os nomes e marcas dos clubes brasileiros reais.

Mesmo assim, fica muito fácil olhar para algumas dessas referências e pensar: “Esse aqui é o Flamengo, não é?”

A ideia de colocar Captain Tsubasa jogando contra equipes brasileiras é muito interessante e poderia ter sido ainda melhor aproveitada.

E aqui aparece uma das maiores oportunidades perdidas do jogo: a localização.

Apesar de grande parte da história passar pelo Brasil, Captain Tsubasa 2: World Fighters não possui tradução para português brasileiro.

Para um jogo baseado em uma franquia tão conhecida entre o público brasileiro e que ainda possui um arco relacionado ao nosso país, uma localização completa faria bastante sentido.

A jogabilidade é praticamente um jogo de luta

A melhor maneira de explicar World Fighters é dizer que ele parece um jogo de futebol misturado com um jogo de luta de anime.

Você possui diferentes comandos para executar ações durante a partida e precisa administrar a stamina dos personagens para conseguir utilizar seus movimentos especiais.

Quanto mais próximo do gol, por exemplo, mais fácil pode ser carregar determinados ataques.

Os jogadores também podem utilizar carrinhos para tentar roubar a bola e realizar dribles que exigem bastante atenção ao momento correto para escapar do adversário.

Se você errar, pode simplesmente tomar uma pancada e perder a disputa.

É justamente essa mistura que deixa as partidas tão diferentes de um jogo de futebol convencional.

Aqui, não existe aquela preocupação em reproduzir perfeitamente uma partida real.

O objetivo é ser divertido.

E nisso o jogo funciona muito bem.

Chutes especiais e goleiros

Uma das mecânicas mais interessantes é o sistema de chute a gol.

Os jogadores acumulam energia para utilizar seus movimentos especiais e, quando conseguem ativá-los, o chute ganha toda aquela apresentação exagerada característica dos animes.

Cada personagem possui movimentos diferentes, o que deixa os ataques visualmente muito mais interessantes.

Na defesa, o goleiro também precisa reagir ao ataque.

Dependendo da direção escolhida, é possível realizar uma defesa melhor e diminuir o dano recebido.

Isso cria situações completamente absurdas durante as partidas.

Você pode estar dominando o jogo e, de repente, o adversário consegue carregar um especial e virar completamente a situação.

É futebol, mas parece uma batalha.

Um modo história que pode confundir quem não conhece o anime

O modo história é um dos pontos que mais podem dividir os jogadores.

Para quem conhece Captain Tsubasa, provavelmente existe muito mais contexto para aproveitar todos os acontecimentos, personagens e rivalidades.

Para quem não conhece, como foi o meu caso, algumas situações podem parecer completamente desconectadas.

Existem muitos diálogos e acontecimentos relacionados aos personagens e às rivalidades do universo original.

O jogo adapta elementos do mangá e do anime, então ele claramente espera que você já tenha algum conhecimento da franquia.

Isso acaba sendo um problema para quem está chegando agora.

Eu particularmente achei algumas dessas cenas exageradamente longas e elas acabam quebrando um pouco o ritmo das partidas.

Por outro lado, para quem já é fã de Captain Tsubasa, provavelmente esse mesmo conteúdo pode ser justamente um dos grandes atrativos.

Personalização e criação de personagens

O jogo também permite personalizar seu personagem e montar sua equipe.

Você pode escolher diferentes formações e habilidades, além de definir movimentos especiais para o seu protagonista.

É possível escolher diferentes tipos de passes, dribles, chutes e outras habilidades que alteram os atributos do personagem.

Também existem opções para personalizar os uniformes dos times.

O problema é que eu senti que o jogo poderia ter ido muito mais longe nessa parte.

Seria muito interessante ter um verdadeiro modo carreira, onde pudéssemos criar nosso próprio jogador, montar uma equipe do zero e disputar espaço dentro do universo de Captain Tsubasa.

Essa possibilidade praticamente abriria um novo jogo dentro do próprio jogo.

Multiplayer e partidas rápidas

Fora do modo história, World Fighters fica ainda mais interessante.

O jogo possui modos para jogar offline com amigos e também partidas online.

As partidas são relativamente rápidas e muito mais dinâmicas do que eu esperava.

Você pode trocar passes, correr pelo campo, utilizar especiais, bloquear ataques e tentar encontrar uma oportunidade para finalizar.

Depois de algumas partidas, os comandos ficam bem mais fáceis de entender.

E essa simplicidade ajuda bastante.

Você não precisa ser especialista em futebol para começar a jogar.

Visual e animações

Visualmente, o jogo consegue entregar muito bem a sensação de estar assistindo a um anime interativo.

Os golpes especiais possuem efeitos exagerados e cada personagem possui animações características.

Os chutes são provavelmente uma das partes mais legais de assistir.

O problema é que algumas animações acabam se repetindo bastante, principalmente depois de várias partidas.

Mesmo assim, elas continuam funcionando porque fazem parte da identidade do jogo.

No meu caso, jogando a versão de Nintendo Switch no Switch 2, a experiência funcionou muito bem.

Um dos jogos de futebol mais divertidos que joguei

Eu sinceramente não esperava gostar tanto de Captain Tsubasa 2: World Fighters.

Não sou uma pessoa extremamente ligada a futebol e, justamente por isso, achei interessante perceber que o jogo conseguiu me divertir mesmo estando completamente fora da proposta de um simulador tradicional.

Ele não quer ser um novo jogo realista de futebol.

Ele quer ser um anime de futebol jogável.

E essa diferença é justamente o que faz o jogo funcionar.

Você tem stamina, barra de vida, golpes especiais, chutes absurdos, goleiros tomando dano e partidas capazes de virar completamente de uma hora para outra.

É exagerado.

É estranho.

É completamente maluco.

Mas é muito divertido.

Vale a pena jogar Captain Tsubasa 2: World Fighters?

Sim, principalmente se você gosta de jogos de anime ou quer experimentar uma experiência de futebol diferente.

Quem já conhece Captain Tsubasa provavelmente vai aproveitar ainda mais o jogo por entender as referências, personagens e acontecimentos da história.

Mas mesmo quem nunca acompanhou o anime ou o mangá pode encontrar diversão nas partidas.

Para mim, o maior problema está justamente na história e na falta de localização em português brasileiro.

O jogo tinha uma oportunidade enorme de conquistar ainda mais o público brasileiro, principalmente por possuir um arco ambientado no Brasil.

Mesmo assim, quando você deixa a história um pouco de lado e começa a disputar as partidas, World Fighters mostra sua melhor versão.

É um jogo de futebol que não parece exatamente um jogo de futebol.

É praticamente um jogo de luta de anime usando o futebol como tema.

E talvez seja justamente por isso que eu gostei tanto.

Captain Tsubasa 2: World Fighters me fez sorrir com um gênero que não conseguia fazer isso comigo há muito tempo.

Se você gosta de futebol, anime ou simplesmente quer jogar algo diferente, vale a pena dar uma chance.

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GOLDEN AXE: A HISTÓRIA DO CLÁSSICO DA SEGA QUE ESTÁ VOLTANDO

Se você tem mais de 40 anos, provavelmente já conhece Golden Axe. Agora, para quem está chegando hoje, talvez seja difícil entender por que esse jogo é tão importante para a história da SEGA.

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Se você tem mais de 40 anos, provavelmente já conhece Golden Axe. Agora, para quem está chegando hoje, talvez seja difícil entender por que esse jogo é tão importante para a história da SEGA.

Com uma nova animação trazendo a franquia de volta aos holofotes e um novo jogo anunciado, Golden Axe está novamente sendo comentado. E antes de falar sobre o futuro, vale voltar para aquele jogo simples, brutal e extremamente divertido que conquistou os fliperamas.

O mundo de Golden Axe

A história acontece no reino de Yuria, que foi atacado pelo vilão Death Adder. Ele sequestra os governantes do reino e rouba o poderoso Golden Axe, o machado dourado que dá poderes fenomenais para quem o utiliza.

Para enfrentar essa ameaça, três guerreiros partem em uma jornada: Axel Battler, Tyris Flare e Gilius Thunderhead.

Cada um deles possui uma história pessoal ligada ao vilão. Axel perdeu sua mãe, Tyris perdeu seus pais e Gilius perdeu seu irmão. Basicamente, Death Adder conseguiu transformar os três protagonistas em uma verdadeira máquina de vingança.

E a própria seleção de personagens já mostrava que Golden Axe não estava para brincadeira. A cena da caveira segurando os personagens antes da escolha é uma das imagens mais marcantes do jogo.

Um dos primeiros grandes hack and slash

Golden Axe é extremamente simples de entender.

Você anda pelo cenário, enfrenta grupos de inimigos e avança até chegar ao final da fase. É possível jogar sozinho ou em cooperativo, e cada personagem possui uma arma, características próprias e diferentes tipos de magia.

Axel é o guerreiro mais equilibrado. Ele utiliza uma espada e possui magias ligadas à terra.

Tyris Flare é mais rápida e utiliza magia de fogo. Sua magia mais poderosa permite invocar um enorme dragão que percorre o cenário destruindo os inimigos.

Já Gilius Thunderhead utiliza um machado. Ele é mais lento, mas possui bastante força e utiliza poderes relacionados ao trovão.

E é justamente essa diferença entre os personagens que fazia o jogo funcionar tão bem no multiplayer.

A magia era uma das grandes armas

Durante as fases, pequenos gnomos aparecem carregando jarros azuis. Ao derrotá-los, você pode conseguir esses itens e aumentar sua quantidade de magia.

Quanto mais jarros você acumula, mais poderosa será a magia utilizada.

Isso criava uma estratégia interessante. Em vez de gastar tudo contra os inimigos comuns, muitos jogadores preferiam guardar a magia para os chefes.

Tyris, por exemplo, podia acumular energia suficiente para utilizar seu dragão contra os inimigos mais perigosos.

Era aquele tipo de estratégia que fazia você pensar: “Eu gasto agora ou guardo para o chefe?”

Golden Axe também tinha fogo amigo

Uma das coisas mais interessantes de jogar Golden Axe em cooperativo era que seu amigo também podia atrapalhar.

O famoso ataque de corrida podia ser utilizado para avançar contra os inimigos, mas também podia acertar o próprio parceiro.

Ou seja, além de derrotar os inimigos, você ainda precisava tomar cuidado para não apanhar do seu próprio amigo.

Isso deixava as partidas muito mais caóticas.

As montarias eram outro destaque

Golden Axe também trouxe uma ideia que impressionava bastante para a época: as montarias.

Durante as fases era possível encontrar criaturas que podiam ser utilizadas pelos personagens.

Entre elas estavam criaturas capazes de atacar com golpes físicos e outras que podiam lançar fogo.

Para um jogo de arcade tão simples, ter montarias no meio das fases era um detalhe bastante impressionante.

Um mundo de fantasia inspirado em Conan

Golden Axe nasceu em uma época em que o gênero de espada e feitiçaria estava muito presente na cultura pop.

Filmes inspirados em Conan e outras obras de fantasia sombria ajudaram a construir aquele imaginário de guerreiros musculosos, magia, monstros, esqueletos e grandes vilões.

Golden Axe pegou tudo isso e transformou em um jogo de ação extremamente direto.

Você pega sua espada, machado ou magia e simplesmente parte para cima.

E funcionava muito bem.

O jogo era muito mais simples do que parece

Apesar de toda essa história, Golden Axe era essencialmente um jogo de arcade.

A ideia era colocar uma ficha, jogar durante alguns minutos e tentar chegar o mais longe possível.

Por isso, o design das fases é bastante direto. Você avança, enfrenta grupos de inimigos, chega em uma área específica, derrota o grupo e continua.

Mesmo assim, a SEGA conseguiu colocar bastante personalidade no mundo.

As transições entre as fases, por exemplo, mostram um pergaminho indicando o caminho da jornada. É um pequeno detalhe, mas ajuda a criar a sensação de que existe uma aventura acontecendo.

O primeiro encontro com Death Adder

Depois de atravessar várias regiões, enfrentar inimigos cada vez mais fortes e lidar com esqueletos extremamente irritantes, finalmente chega o momento de enfrentar Death Adder.

Ele aparece carregando o Golden Axe e utiliza tanto ataques físicos quanto magia.

E aí o jogo mostra uma de suas maiores dificuldades.

Death Adder possui ataques poderosos, grande alcance e ainda pode contar com outros inimigos durante a batalha.

Para quem jogou Golden Axe no arcade, chegar até esse momento já era uma vitória.

Mas a versão doméstica tinha uma surpresa

Aqui está uma das partes mais interessantes da história.

A versão original de arcade termina depois da derrota de Death Adder e do resgate dos governantes.

Porém, algumas versões domésticas, incluindo a do Mega Drive, possuem conteúdo adicional.

A SEGA expandiu a aventura para transformar Golden Axe em uma experiência mais completa para quem comprasse o jogo para casa.

E é aí que aparece um novo inimigo.

Death Bringer

Depois de derrotar Death Adder, a aventura continua.

Os protagonistas entram em uma região ainda mais perigosa e encontram o verdadeiro grande inimigo da versão expandida: Death Bringer.

Ele é ainda mais poderoso e utiliza magias devastadoras.

Uma das características mais marcantes da batalha é justamente o uso constante de magia, tornando o confronto muito mais difícil do que a luta anterior.

É também por isso que guardar os jarros de magia durante a aventura inteira pode ser uma estratégia tão importante.

Chegar no confronto final com energia suficiente para utilizar várias magias poderosas pode fazer uma diferença enorme.

Um dos finais mais curiosos

Golden Axe ainda possui uma curiosidade que combina perfeitamente com o espírito irreverente da SEGA.

Em uma das versões, depois de toda a aventura, os protagonistas retornam para o mundo real.

O jogo mostra crianças jogando Golden Axe em um arcade, até que os acontecimentos do próprio jogo começam a invadir o mundo real.

Os vilões aparecem, as crianças fogem e os heróis precisam agir novamente.

É uma quebra completa da quarta parede.

E isso ajuda a entender por que a franquia pode funcionar tão bem em uma adaptação mais humorística.

Golden Axe nunca foi uma série que se levava completamente a sério.

Por trás de toda aquela fantasia sombria, existia espaço para exageros, situações absurdas e até brincadeiras com o próprio universo do jogo.

Por que Golden Axe continua importante?

Golden Axe pode parecer extremamente simples quando comparado aos jogos atuais.

Mas é justamente essa simplicidade que ajudou a torná-lo tão marcante.

Você escolhe um personagem, pega sua arma, enfrenta monstros, utiliza magia, monta criaturas e tenta chegar até o final.

Tudo isso com uma identidade visual muito forte e uma trilha sonora que ficou marcada na história dos arcades.

Agora, décadas depois, a franquia está novamente recebendo atenção.

A nova animação da SEGA coloca Golden Axe em uma situação completamente diferente, apostando mais na comédia e na sátira.

Ao mesmo tempo, existe um novo jogo da franquia anunciado, mostrando que a SEGA ainda enxerga potencial nesse universo.

Talvez seja justamente essa mistura de fantasia, violência, humor e absurdo que faça Golden Axe continuar funcionando.

Depois de mais de quatro décadas, o velho machado ainda tem muita lenha para queimar.

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