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Tem dois videogames novos brasileiros. O Sonic está de volta ao Brasil. O Homem-Aranha 3 já pode ser jogado, e o GTA está contratando brasileiros. Estas são algumas das notícias que vou falar agora, porque são excelentes notícias para os jogadores de videogame. Eu não esperava que em 2024 surgissem novos videogames brasileiros.

A Tectoy, que é uma clássica e antiga empresa brasileira que já fez parceria com a Sega no passado, anunciou o Xenix, que é um videogame portátil que, na verdade, é um PC com controle embutido, mas focado para você jogar vários jogos. Isso aqui é uma surpresa. Não só isso, a Tectoy está virando uma publisher para lançar vários jogos brasileiros. Teve um evento fechado que foi bem legal e trouxe um certo rebuliço, pois uma galera ficou tipo “pô, que videogame é esse que a Tectoy está fazendo?”. Na real, ela está sendo uma White Label, algo que já fez no passado com a Sega, mas agora para outra empresa, a Yn, na qual estaria relançando uma versão brasileira do Lock Zero e do Lock Max. Pelas especificações, o mais potente é capaz de rodar até mesmo um Cyberpunk, pelo menos é o que estão dizendo. Mas o GTA V já é garantido. Eu fico muito feliz porque quem é da minha geração sabe que a Tectoy era uma empresa muito importante. Ela traduzia jogos de console, algo que não existia antes. A galera acha que isso veio só com o Xbox. E eles faziam uns hardware malucos. Eu tenho aqui uma caixa de um Master System. Olha aqui, olha quem está na caixa. Pois é, eles faziam modelos nacionais de videogames bizarros. Isso aqui é coisa do Brasil, um Master System que eles botavam uma antena para ligar numa TV. Espero que dê certo, mas só vai dar certo dependendo do preço.

E não só a Tectoy, mas a Gamescare, que é uma empresa que faz vários acessórios e cabos para jogar videogames antigos em TVs novas, pelo menos é isso que eu conheço dela. Eles estão lançando o Neptune, que era um videogame bem curioso. Ele parece o Mega Drive, e de fato, ele é praticamente o Mega Drive, só que usa componentes para rodar jogos antigos nele. Você pode pegar a sua fita do Mega Drive ou do 32X (que eu duvido que você tenha) e jogar em TVs de nova geração com vários recursos. Parece que ele terá entrada para cartão SD para baixar atualizações, e claro, também poderá usar outros acessórios como o Sega CD. Não tem muitas informações sobre ele, mas o curioso é que ele é baseado naquele Sega Neptune, que foi um aparelho anunciado pela Sega e cancelado, que tinha suporte ao 32X. Quero testar isso para poder falar mais.

Fortnite anunciou um novo modo de jogo que deixou a galera do Call of Duty bem revoltada, que é o modo Reload. Este é um modo em que você pode jogar em partidas mais rápidas em uma arena menor com até 40 pessoas, focado em esquadrões ou times. Então, se você estava imaginando o que iria acontecer com o futuro do Fortnite, eu digo que este modo é muito legal para ganhar muita XP. Eu testei um pouco antes de gravar este vídeo e subi uns seis níveis rapidamente, sério. Mas eu também estava em um nível baixo, então valeu. Este modo não é perfeito para mim porque jogo sozinho, e toda vez que eu entrava neste modo eu acabava me ferrando porque era time de quatro pessoas contra eu. Não tinha ninguém para me ressuscitar.

Uma excelente notícia para quem tem um Playstation 5: parece que oficialmente a Sony está trabalhando em ports ou emuladores para rodar os jogos de PlayStation 3 no Playstation 5. Beleza, isso não está confirmado, mas as fontes são bastante confiáveis. A questão é que esses jogos seriam apenas exclusivos para a assinatura da PS Plus Premium, que no Brasil virou Deluxe. O PlayStation 3 é famoso por ser um videogame difícil de rodar jogos, tanto que a maioria dos jogos multiplataforma rodavam melhores no Xbox. Isso aqui poderia ser uma solução, mas se você tem um jogo de PS3, por exemplo, não vai conseguir jogar no PS5 a menos que assine a PlayStation Plus, o que é uma pena.

Call of Duty está insano. Ele virou Minecraft. A nova atualização já foi anunciada com um modo 8 bits para o Modern Warfare no multiplayer. Estou muito curioso porque a única coisa que temos até o momento são essas imagens, e os bonecos têm a cabeça toda cabeçuda, parecendo sei lá, um Mini Crack. Mas eles viraram uns bichos meio Minecraft bizarros. Uma galera ficou chateada com isso porque o Call of Duty está sendo muito influenciado pelo sucesso do Fortnite, é inegável. Colocar modos Battle Royale e jogar Call of Duty hoje, ou ele iria se adaptar ao estilo Battle Royale com várias colaborações. Eles foram para um lado colocando temas que até funcionaram bem, mas agora estão colocando até dinossauros jogáveis e entrando nesse estilo mais pixelizado, parecendo Minecraft, só mostra que está em um caminho sem volta. A galera que gostava de campanha só fica triste. Como a Activision agora faz parte do grupo da Microsoft e a Microsoft é dona da Mojang, um crossover com Minecraft não será tão improvável de acontecer.

Sonic finalmente voltou ao Brasil com mais uma promoção. Você não vai acreditar. Estava mexendo no meu Instagram (se você não me segue, me siga lá) e vi um anúncio de que o Burger King está lançando o Sonic no Brasil. Eles vão colocar miniaturas da turma do Sonic num kit infantil, tipo um McLanche Feliz, que por sinal já é um hambúrguer que para qualquer idade já tem carboidratos mais do que o necessário. É uma parceria interessante de se ver porque, com o novo filme sendo lançado, o Burger King foi atrás de conseguir uma parceria com o novo Sonic. Mas são só os bonecos, nada a ver com o filme, é tudo a ver com o jogo mesmo.

O Homem-Aranha 3 do PlayStation 5 já pode ser jogado no PC. A Insomniac, o estúdio responsável por todos os jogos de sucesso da Marvel, praticamente todos do PlayStation, teve o maior vazamento no ano passado. O jogo do Wolverine vazou, você pode ver detalhes da história e gameplay. Já tem a versão do Homem-Aranha 2 que você já pode jogar no PC, que é do Play 5 e será portado ainda pela Sony oficialmente. O anúncio nem foi feito, talvez seja para o ano que vem que ele será lançado oficialmente. Então a galera brasileira já está hackeando, mexendo nos arquivos do Homem-Aranha 3, e alguns vazamentos são insanos. Se você não quer spoiler, pule para o próximo capítulo do vídeo. Miles Morales é o principal protagonista da história, mas haverá uma nova personagem jogável, uma mulher-aranha. Não é a Spider-Gwen, nem a Spider-Woman. Esta personagem que vai aparecer é a Teia de Seda. Provavelmente você não a conhece porque ela não é tão famosa assim neste universo das aranhas e nem chegou a ser mencionada no Aranhaverso. Ela pode ser a nova protagonista porque tem modelos de uma personagem que seria ela na história. Como o jogo estava muito cru na produção, parece que vai ter um jogo do Venom antes. Não temos muitos detalhes, mas o mapa do Homem-Aranha 2 está sendo reutilizado porque é Nova York, como sempre. Este é o grande vazamento.

Quem está dando emprego no Brasil agora é a Rockstar. Saiu um anúncio de que a produtora do GTA 6 está procurando pessoas de marketing para trabalhar nos futuros projetos e lançamentos em colaboração no Brasil. Acho isso insano porque o GTA 6 é o jogo com o maior orçamento de produção na história, falam que passa da casa do bilhão, e eu não duvido. Ele precisa ter muito mais coisas no Brasil. GTA V tem legenda em português, beleza, mas imagino que é uma pessoa que vai cuidar do gerenciamento de todo o marketing aqui, provavelmente pode trabalhar em duas coisas: eventos que infelizmente acontecem quase sempre em São Paulo, ou podem trabalhar em promoções com dublagens. Como é um universo muito grande com um mapa gigante, vários personagens e uma história complexa, não ficaria surpreso se o jogo fosse dublado. Eles estão gastando uma nota com este projeto, e se o GTA 6 for dublado, terá muito Star Talent envolvido, inclusive alguns YouTubers e streamers trabalhando na dublagem de um GTA 6. Pois é, só coisas boas e excelentes notícias de jogos estão aparecendo cada vez mais. Se quiser mais novidades, tem aqui no meu feed de shorts. É só ativar as notificações. Muito obrigado, valeu, fui e até o próximo vídeo.

Games

LANÇAMENTO SURPRESA! Shadow of the Tomb Raider chega ao Nintendo Switch 2 com desempenho baixo do esperado

Pessoal, é isso mesmo! Depois de mil anos de espera, Shadow of the Tomb Raider finalmente chegou ao Nintendo Switch! O lançamento pegou muita gente de surpresa e marca a chegada do último capítulo da trilogia reboot de Lara Croft aos consoles da Nintendo.

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Mas será que essa versão vale a pena?

Para começar, o jogo consegue entregar uma experiência jogável no Switch, permitindo que os fãs acompanhem a conclusão dessa fase da franquia tanto no modo portátil quanto na TV. Entretanto, existe uma questão importante: será que essa remasterização poderia ter sido melhor otimizada?

Uma versão que poderia ir além

Embora o jogo funcione bem, fica aquela sensação de que faltou um pouco mais de ambição na parte técnica. A experiência parece favorecer o modo portátil, mas, quando pensamos em jogar na televisão, surge a dúvida sobre o que poderia ter sido feito para aproveitar melhor o hardware do console.

Uma otimização mais agressiva poderia tornar a experiência ainda mais interessante, especialmente se fosse possível alcançar 60 FPS. Claro que isso depende das limitações técnicas da versão e das escolhas feitas durante o desenvolvimento, mas é justamente aí que fica aquela sensação de oportunidade perdida.

Estamos falando do encerramento de uma trilogia que marcou uma geração de jogos de ação e aventura. Por isso, seria interessante ver um trabalho técnico capaz de valorizar ainda mais essa despedida.

O fim de uma era para Lara Croft

Mais do que um simples lançamento, Shadow of the Tomb Raider representa o encerramento de um ciclo para Lara Croft.

A trilogia reboot apostou em uma abordagem mais cinematográfica, com exploração, sobrevivência, combates e uma narrativa que mostrava as origens da personagem. A influência de jogos como Uncharted também ajudou a definir a identidade dessa fase, que levou Tomb Raider para uma direção diferente daquela popularizada nos jogos clássicos.

Agora, com essa trilogia chegando ao Nintendo Switch, temos mais uma oportunidade de revisitar uma das fases mais importantes da franquia.

E o futuro promete uma mudança de direção!

A próxima grande aposta da série é retornar às raízes de Lara Croft com um remake do primeiro Tomb Raider, originalmente lançado para o PlayStation em 1996. A expectativa é descobrir como essa aventura clássica será reinterpretada para uma nova geração.

Vale a pena jogar no Switch?

Para quem nunca experimentou essa trilogia, a chegada de Shadow of the Tomb Raider ao Nintendo Switch é uma ótima oportunidade de conhecer o capítulo final dessa jornada.

Por outro lado, quem esperava uma versão tecnicamente mais ambiciosa pode sentir que o jogo tinha potencial para entregar mais, principalmente na otimização para a televisão.

No fim das contas, Lara Croft encerra sua jornada nessa trilogia reboot e se prepara para um novo capítulo de sua história.

acredito que o jogo no minimo deveria rodar melhor no modo dock, parece que ele roda igual o modo portatil só que na tela, o que deixa essa lançamento com cara de que foi mal otimizado.

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Análise

Final Fantasy Resonance é uma volta a origem da série em um genero tradado como morto

Sabe aquele RPG que você começa a jogar esperando uma aventura legal, mas que, quando percebe, já passou dezenas de horas explorando o mundo, montando builds e enfrentando chefes cada vez mais poderosos? Foi exatamente essa a experiência que tive com Final Fantasy Resonance.

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Sabe aquele RPG que você começa a jogar esperando uma aventura legal, mas que, quando percebe, já passou dezenas de horas explorando o mundo, montando builds e enfrentando chefes cada vez mais poderosos? Foi exatamente essa a experiência que tive com Final Fantasy Resonance.

Depois de aproximadamente 80 horas de gameplay, finalmente concluí essa aventura e posso dizer que fiquei bastante satisfeito com o resultado. O jogo resgata muitas das características que fizeram os RPGs japoneses clássicos conquistarem tantos fãs, mas também apresenta sistemas de combate modernos, uma boa variedade de possibilidades para evoluir os personagens e uma história que vai muito além daquela tradicional batalha entre o bem e o mal.

Nesta análise, vou compartilhar tudo o que achei do jogo, incluindo os pontos positivos, as coisas que poderiam ser melhores e se realmente vale a pena investir seu tempo nessa aventura. E pode ficar tranquilo: esta análise não contém spoilers da história nem de momentos importantes do gameplay.

Final Fantasy Resonance está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A versão analisada foi a de Nintendo Switch 2, recebida gratuitamente e antecipadamente da Square Enix, a quem agradeço pela oportunidade.

Um Final Fantasy com raízes clássicas

Uma das primeiras coisas que chamam a atenção em Final Fantasy Resonance é sua apresentação visual. Este é um RPG que utiliza o estilo HD-2D, popularizado por Octopath Traveler e posteriormente explorado pela Square Enix em produções como Live A Live, Triangle Strategy e Dragon Quest.

A combinação de cenários tridimensionais com personagens em pixel art funciona muito bem aqui. Temos aquela aparência que lembra os RPGs da época dos consoles de 16 bits, mas com efeitos de iluminação, profundidade e cenários que aproveitam as possibilidades das plataformas modernas.

O resultado é um jogo que consegue transmitir uma sensação nostálgica sem parecer ultrapassado. Para quem sente falta daquela época em que os RPGs japoneses apostavam em mundos enormes, cristais elementais, personagens carismáticos e combates por turnos, a proposta é bastante atraente.

Entretanto, o visual não é a única coisa que aproxima Resonance dos clássicos da franquia. Sua estrutura também bebe bastante da fonte dos Final Fantasy lançados originalmente para Super Nintendo, especialmente na maneira como apresenta sua aventura e desenvolve seus sistemas de combate.

Existe ainda uma curiosidade interessante sobre a origem do projeto: o jogo foi desenvolvido a partir de Final Fantasy Brave Exvius, um RPG mobile com mecânicas de gacha. Porém, essa origem não compromete a experiência que temos aqui.

Na prática, Final Fantasy Resonance foi reformulado de maneira tão significativa, tanto na apresentação quanto no combate, que funciona como uma experiência completa de RPG para consoles e PC. Eu mesmo não havia jogado Brave Exvius e, se não conhecesse a origem do projeto, dificilmente imaginaria que ele começou como um jogo para celulares.

E isso é um grande mérito. O resultado não passa a sensação de estarmos jogando uma versão mobile simplesmente adaptada para outras plataformas. Temos um RPG com identidade própria e uma estrutura pensada para sustentar uma aventura de dezenas de horas.

Uma história que vai além do bem contra o mal

A história de Final Fantasy Resonance acontece no planeta Lapis, um mundo protegido por cristais elementais. Quando surgem acontecimentos estranhos envolvendo o Cristal da Terra, somos enviados para investigar a situação ao lado de Rain e Lasswell.

Rain é o protagonista da aventura, enquanto Lasswell é seu melhor amigo. Os dois são guerreiros a serviço do Reino de Grandshelt e acabam envolvidos em acontecimentos que vão muito além da missão inicialmente apresentada.

Não vou entrar em detalhes para preservar as surpresas da narrativa, mas existe algo que gostei bastante durante minhas 80 horas de gameplay: a maneira como o jogo desenvolve seus personagens e suas motivações.

Inicialmente, a impressão é de que estamos diante daquela clássica disputa entre heróis e vilões. De um lado, temos os personagens que precisam salvar o mundo. Do outro, aqueles que parecem representar uma ameaça. Só que, conforme a história avança, essa divisão se torna muito menos simples.

O jogo apresenta personagens com valores, objetivos e convicções próprias. Mesmo quando discordamos das decisões de alguém, conseguimos compreender de onde vêm suas motivações e por que determinadas escolhas fazem sentido para aquela pessoa.

Isso vale tanto para os protagonistas quanto para os coadjuvantes e antagonistas. Em vez de tratar todos os conflitos como uma disputa entre personagens bons e ruins, a narrativa procura explorar diferentes perspectivas.

Para mim, esse é um dos pontos mais fortes de Final Fantasy Resonance. Uma boa história é fundamental em um RPG japonês, principalmente quando estamos investindo tantas horas naquele universo. E, felizmente, o jogo conseguiu me manter interessado no que aconteceria a seguir.

O combate por turnos é o grande destaque

Se existe um aspecto em que Final Fantasy Resonance realmente me conquistou, foi o sistema de combate.

Estamos falando de um RPG com batalhas aleatórias e combates por turnos. A princípio, isso pode parecer bastante tradicional, mas o jogo introduz mecânicas que tornam cada confronto mais estratégico do que simplesmente escolher um ataque e esperar o próximo turno.

Todos os adversários possuem uma barra de vida e uma barra de postura. A barra de vida representa a resistência do inimigo, enquanto a postura está diretamente relacionada à nossa capacidade de quebrar sua defesa e abrir oportunidades para causar ainda mais dano.

E aqui está o detalhe importante: nem sempre atacar diretamente a barra de vida é a melhor estratégia.

Ao explorar as fraquezas dos adversários e utilizar habilidades adequadas, podemos reduzir sua postura até quebrá-la. Isso abre oportunidades para ataques adicionais e aumenta o potencial de dano do grupo.

Quando conseguimos deixar todos os inimigos sem postura ao mesmo tempo, também podemos liberar ataques especiais associados às visões equipadas.

Essa mecânica muda bastante a maneira como encaramos os confrontos. Em determinadas situações, vale mais a pena preparar uma sequência de ataques para quebrar a postura do adversário do que simplesmente despejar as habilidades mais poderosas sobre ele.

Isso também faz com que conhecer os inimigos seja importante. Uma equipe bem preparada consegue aproveitar fraquezas e controlar o ritmo das batalhas, enquanto um grupo mal montado pode enfrentar dificuldades desnecessárias.

O sistema tem profundidade suficiente para continuar interessante mesmo depois de muitas horas. E, considerando que terminei a campanha após aproximadamente 80 horas, esse é um elogio bastante importante.

O sistema de visões traz personagens de outros Final Fantasy

Outra mecânica fundamental é o sistema de visões.

Dentro do universo do jogo, existem ecos do passado e de outros mundos que podem auxiliar nossos personagens durante os combates. Essas visões concedem acesso a habilidades e permitem utilizar poderes associados a diferentes personagens da franquia.

É aqui que encontramos referências a protagonistas conhecidos, como Terra, de Final Fantasy VI, Cloud, de Final Fantasy VII, e Zidane, de Final Fantasy IX.

Cada personagem jogável pode equipar uma visão e, dessa forma, combinar suas habilidades próprias com os poderes concedidos por ela.

Isso cria uma camada adicional de personalização. Não estamos apenas escolhendo quais personagens levar para a batalha, mas também decidindo quais habilidades queremos disponibilizar para cada integrante da equipe.

As visões possuem habilidades ativas e passivas, além de um sistema próprio de progressão. Conforme ganham experiência, elas desbloqueiam benefícios que fortalecem os personagens e permitem aproveitar determinadas habilidades mesmo quando a visão não está mais equipada.

Por isso, recomendo experimentar diferentes combinações ao longo da aventura. Ficar preso a uma única visão durante todo o jogo significa perder oportunidades de desenvolver melhor seus personagens.

Atenção para quem ainda não terminou outros Final Fantasy: os santuários de visões podem apresentar cenas e textos com spoilers dos jogos representados. Se você ainda pretende jogar Final Fantasy VI, VII, IX ou outros títulos relacionados, tenha cuidado com essas apresentações. É possível recrutar as visões sem precisar assistir a todas as cenas ou ler todos os textos.

É uma decisão importante para quem deseja aproveitar as referências sem descobrir antecipadamente acontecimentos de outros jogos da franquia.

Elementais e builds: prepare-se para experimentar

Final Fantasy Resonance dá bastante importância aos elementos. Temos afinidades como fogo, água, gelo, vento, terra, relâmpago, luz e trevas, e explorar as fraquezas dos inimigos é essencial para quebrar suas posturas com eficiência.

O interessante é que a personalização não se limita às magias. Tanto ataques físicos quanto habilidades mágicas podem possuir propriedades elementais, enquanto outras habilidades não apresentam nenhum elemento específico.

Isso significa que precisamos pensar não apenas no elemento mais adequado para cada inimigo, mas também nas características de cada personagem.

Se determinado integrante possui atributos físicos elevados, por exemplo, pode ser mais interessante investir em ataques físicos e habilidades que aproveitem esse potencial. Já personagens com atributos mágicos elevados podem se beneficiar de uma configuração focada em magias.

Durante minha aventura, gostei bastante de experimentar diferentes combinações. Lasswell foi um bom exemplo disso. Como ele já possui habilidades associadas ao gelo, procurei complementar suas possibilidades de ataque com outras visões, permitindo que ele também explorasse elementos diferentes.

Em determinado momento, consegui montar uma configuração voltada para acertos críticos, aumentando consideravelmente seu dano e sua capacidade de quebrar a postura dos adversários.

Esse tipo de combinação faz diferença porque os equipamentos, acessórios, habilidades passivas e visões trabalham juntos. Uma escolha isolada pode parecer pequena, mas o resultado muda bastante quando conseguimos combinar vários bônus que se complementam.

É justamente aí que Final Fantasy Resonance se destaca. O jogo oferece espaço para testar estratégias, ajustar os personagens e encontrar maneiras próprias de enfrentar os desafios.

Quem gosta de montar builds e procurar combinações eficientes tem bastante coisa para explorar.

Limit Bursts, Espers e habilidades especiais

Além das mecânicas de postura e das visões, o jogo apresenta os Limit Bursts, ataques especiais capazes de causar grandes quantidades de dano.

Esses golpes se tornam ainda mais interessantes quando combinados com determinadas habilidades e equipamentos. Dependendo da configuração da equipe, é possível acelerar consideravelmente o carregamento dessas técnicas e criar sequências de ataques especiais em intervalos curtos.

Isso recompensa quem dedica tempo à construção das builds. Em vez de simplesmente equipar os itens com os maiores números, podemos procurar combinações que melhorem a frequência de uso das habilidades e aumentem o potencial ofensivo do grupo.

Alguns personagens também conseguem invocar Espers, criaturas poderosas que auxiliam temporariamente durante as batalhas. Entre elas estão nomes conhecidos da franquia, como Ramuh e Leviatã.

As invocações ajudam a ampliar a variedade dos confrontos e trazem aquele espetáculo visual que muitos fãs esperam de um Final Fantasy.

Também temos uma boa variedade de buffs e debuffs. Podemos aumentar atributos, reduzir a força dos adversários, acelerar ou desacelerar ações e utilizar efeitos como veneno, paralisia, sono e confusão.

Outro ponto positivo é que determinadas condições negativas podem funcionar até mesmo contra chefes. Isso abre possibilidades estratégicas que nem sempre encontramos em RPGs do gênero, nos quais muitos inimigos importantes são praticamente imunes a esse tipo de abordagem.

No conjunto, essas mecânicas tornam o combate bastante flexível. Existem várias maneiras de preparar uma equipe eficiente, e o jogo recompensa quem procura entender como os diferentes sistemas funcionam em conjunto.

A progressão dos personagens é bem equilibrada

Uma decisão de design que merece elogios é a maneira como Final Fantasy Resonance administra a experiência dos personagens.

O grupo ativo conta com quatro integrantes, mas temos mais personagens jogáveis disponíveis. Isso permite experimentar formações diferentes sem precisar abandonar permanentemente aqueles que ficam fora da equipe principal.

O jogo não deixa os personagens inativos completamente para trás em termos de nível. Dessa forma, podemos fazer alterações no grupo conforme a situação ou simplesmente porque queremos experimentar outros integrantes.

É uma solução simples, mas bastante eficiente.

Em RPGs longos, pode ser frustrante descobrir que determinado personagem parece interessante, mas está muitos níveis abaixo do restante da equipe porque quase nunca foi utilizado. Resonance reduz esse problema e facilita a experimentação.

Como consequência, a variedade de personagens se torna mais relevante. Podemos testar diferentes composições, explorar habilidades específicas e adaptar o grupo aos desafios sem transformar cada mudança em uma longa sessão de treinamento.

Missões secundárias, exploração e viagem rápida

Em relação à estrutura da aventura, Final Fantasy Resonance apresenta seus objetivos principais de maneira clara e também informa quais missões secundárias estão disponíveis.

Normalmente, prefiro concentrar meu tempo na campanha principal. Entretanto, neste jogo, acabei realizando quase todas as missões secundárias que apareceram durante a progressão.

Isso aconteceu porque elas oferecem recompensas interessantes e ajudam a fortalecer o grupo de maneira natural. Ao completar essas atividades antes de avançar para determinadas partes da história, consegui manter meus personagens em um nível adequado sem precisar passar horas repetindo batalhas apenas para ganhar experiência.

É uma estrutura que funciona muito bem para quem deseja aproveitar o conteúdo disponível sem transformar a aventura em uma sequência interminável de grind.

O mundo também oferece diferentes tipos de lugares para explorar, incluindo cidades, vilas, calabouços, santuários, áreas de desafio, um Coliseu e outras localidades especiais.

O mapa-múndi ajuda a dar variedade à jornada, enquanto a possibilidade de retornar rapidamente aos locais já visitados facilita bastante a conclusão das missões pendentes.

Por outro lado, existe uma decisão de design de que não gostei tanto.

O jogo indica de maneira excessivamente detalhada para onde devemos ir. Em uma experiência mais linear, isso não seria necessariamente um problema. Porém, em uma aventura que incentiva a exploração, gostaria de ter mais oportunidades para descobrir segredos por conta própria.

Encontrar uma passagem escondida ou descobrir uma recompensa sem receber uma indicação praticamente exata de sua localização pode ser uma das partes mais divertidas de um RPG.

Quando o jogo entrega todas essas informações antecipadamente, parte da sensação de descoberta acaba se perdendo.

Ainda assim, o sistema de viagem rápida funciona muito bem e torna a exploração mais prática. Voltar a uma cidade para entregar uma missão ou retornar a uma área que antes era difícil demais é algo simples, sem exigir que o jogador percorra novamente longos trajetos.

É um equilíbrio entre conveniência e exploração que poderia ser melhor, mas que não chegou a comprometer minha experiência.

Visual HD-2D e desempenho no Nintendo Switch 2

Visualmente, Final Fantasy Resonance é um jogo muito bonito.

A direção de arte combina personagens em pixel art, cenários tridimensionais e ilustrações elaboradas para criar uma apresentação que valoriza tanto a nostalgia quanto os recursos gráficos modernos.

A variedade de ambientes também ajuda a manter a aventura visualmente interessante. Os diferentes locais associados aos cristais elementais apresentam características próprias, evitando que a exploração pareça limitada a um único tipo de cenário.

No Nintendo Switch 2, a experiência foi bastante positiva. O jogo apresentou boa qualidade visual e desempenho consistente durante praticamente toda a campanha.

Encontrei apenas um trecho específico em que a performance se mostrou menos estável, em uma região com chuva e relâmpagos. Mesmo assim, foi uma situação pontual e não chegou a prejudicar significativamente minha experiência.

Os menus e a interface também merecem elogios. As informações são organizadas de maneira clara, e acompanhar as missões, administrar equipamentos e configurar habilidades é relativamente simples.

Em um RPG com tantas possibilidades de personalização, ter uma interface que facilita o acesso às informações faz bastante diferença.

No geral, a versão de Nintendo Switch 2 entregou uma experiência muito satisfatória, tanto em apresentação visual quanto em desempenho.

Trilha sonora e dublagem

A trilha sonora é outro grande destaque.

Final Fantasy Resonance apresenta músicas originais e também versões rearranjadas de temas associados a outros jogos da franquia. Essa combinação ajuda a reforçar a identidade do projeto e cria momentos que devem agradar especialmente aos fãs de longa data.

Os efeitos sonoros também são muito bem executados. Desde a navegação pelos menus até os sons de ataques físicos, magias, acertos críticos e habilidades especiais, existe um cuidado que contribui para a sensação de impacto durante as batalhas.

A dublagem está disponível em inglês e japonês. Durante minha experiência, joguei a campanha inteira com as vozes em japonês e gostei bastante das interpretações dos personagens.

As vozes ajudam a dar personalidade ao elenco e complementam a apresentação das cenas. É um trabalho que combina bem com a proposta de um RPG focado em história e personagens.

A ausência de português é um grande problema

Infelizmente, nem tudo são elogios.

Final Fantasy Resonance não conta com tradução para português, nem mesmo nas legendas. E, sinceramente, considero essa ausência uma das decisões mais decepcionantes da Square Enix em relação ao lançamento.

O Brasil possui uma comunidade enorme de jogadores, e existe um público que acompanha a franquia há décadas. Disponibilizar uma tradução para português seria uma maneira importante de tornar essa aventura acessível a mais pessoas.

A situação fica ainda mais estranha quando observamos que outros jogos da série já receberam localização para nosso idioma. Final Fantasy Pixel Remaster, Final Fantasy XV, Final Fantasy XVI e os jogos da trilogia Final Fantasy VII Remake são exemplos de títulos que contam com suporte ao português.

Quando alguns lançamentos recebem tradução e outros ficam de fora, a política de localização da franquia parece bastante inconsistente.

No caso de Resonance, o problema é ainda mais significativo porque o texto utiliza vocabulário e construções que podem exigir um nível avançado de inglês. Não estamos falando apenas de entender instruções básicas ou acompanhar diálogos simples. Para aproveitar plenamente a narrativa, é necessário compreender textos, motivações e explicações relacionadas aos acontecimentos do mundo.

Isso é uma pena, porque o jogo tem qualidades suficientes para conquistar muitos jogadores que podem acabar afastados justamente pela barreira do idioma.

Minha crítica aqui não é à qualidade da narrativa, mas à falta de acessibilidade linguística. Um RPG tão bom merecia receber o mesmo cuidado de localização que outros títulos importantes da franquia.

Afinal, Final Fantasy Resonance vale a pena?

Depois de aproximadamente 80 horas, minha impressão é bastante positiva.

Final Fantasy Resonance é um RPG que resgata com competência várias das características que tornaram os jogos clássicos do gênero tão especiais. Temos uma aventura extensa, personagens bem desenvolvidos, uma história que vai além da divisão tradicional entre heróis e vilões e um sistema de combate que continua interessante mesmo depois de dezenas de horas.

A variedade de visões, as possibilidades de construir builds e a combinação entre ataques elementais, quebra de postura, Limit Bursts, Espers e efeitos de status fazem com que o combate tenha profundidade de verdade.

Também gostei da progressão dos personagens, da quantidade de missões secundárias e da maneira como o jogo permite fortalecer a equipe sem exigir sessões excessivas de grind.

Os principais pontos negativos ficam por conta da exploração excessivamente guiada e, principalmente, da ausência de tradução para português. O primeiro aspecto reduz um pouco a sensação de descoberta, enquanto o segundo limita o acesso a uma aventura que merecia alcançar um público ainda maior.

Mesmo com essas ressalvas, recomendo bastante Final Fantasy Resonance para quem gosta de RPGs japoneses clássicos, especialmente jogos como Dragon Quest VII, Star Ocean: The Second Story e Bravely Default, além dos Final Fantasy tradicionais.

Se você está em dúvida, vale conferir a demonstração gratuita, caso esteja disponível na loja da sua plataforma, para conhecer o combate e descobrir se a proposta combina com seu gosto.

Para mim, Final Fantasy Resonance foi uma experiência muito satisfatória do início ao fim. É um RPG que entende bem suas raízes, oferece sistemas de combate envolventes e consegue manter a vontade de continuar jogando mesmo depois de 80 horas.

Minha conclusão é que Final Fantasy Resonance é uma excelente pedida para quem sente falta dos RPGs japoneses clássicos. A Square Enix acertou em cheio na construção do combate e na apresentação visual. Agora só falta dar mais atenção à localização para que jogadores brasileiros também possam aproveitar essa aventura sem barreiras linguísticas.

Se você curte RPGs por turnos, gosta de experimentar builds e sente saudade daquela época de grandes aventuras em mundos de fantasia, este é um jogo que merece entrar no seu radar.

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