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Antes da Sonic Adventure, o mascote azul da Sega fez sua primeira incursão na terceira dimensão com o Sonic 3D Blast de 1996 para a Sega Genesis e Saturn. Não foi ótimo! Mas agora temos uma conversão total em 2D graças ao desenvolvedor independente Sotaknuck, que pega a história e a estética do Sonic 3D Blast e as reinventa em um jogo de rolagem lateral mais tradicional.
Sonic 3D em 2D é o que diz na lata, mas isso realmente não faz justiça ao trabalho de Sotaknuck. Inimigos exclusivos do Sonic 3D Blast foram recriados no estilo dos clássicos jogos de rolagem lateral do Sonic, e Sotaknuck até criou novos chefes que se encaixam melhor na perspectiva 2D direta do projeto. Certas mecânicas, como ter que desbloquear portais coletando uma certa quantidade de pássaros, não foram suficientes, e isso é honestamente o melhor.
Minha única preocupação com o Sonic 3D em 2D é que ele se parece muito com um jogo de fãs. O nível de polimento que se espera de um lançamento oficial do Sonic simplesmente não está lá. Parte da física parece instável em comparação com os primeiros jogos da série, e muitas vezes é difícil descobrir para onde você precisa ir em seus níveis expansivos. Não é algo com o qual espero passar muito tempo, mas imagino que há alguns fãs de Sonic que podem tentar dar uma olhada para ver como o estranho Sonic 3D Blast pode ser adaptado em um clássico jogo de plataforma com rolagem lateral.
Tudo isso foi possível graças ao Sonic Worlds, um mecanismo Sonic de código aberto que oferece aos desenvolvedores a capacidade de criar seus próprios jogos do Sonic sem ter que se preocupar em obter os mecanismos subjacentes por conta própria. Não consegui jogar o jogo inteiro, mas Sotaknuck promete que o Sonic 3D em 2D inclua todos os 15 atos do jogo original. E embora o produto final possa não ser tão rígido quanto um jogo real do Sonic, é claro que isso é um trabalho de amor de alguém profundamente investido na série.
Em 1996, o Sonic 3D Blast virou o mundo do Sonic de cabeça para baixo. Fornecendo um ângulo isométrico da câmera, o título de Gênesis / Saturno estava polarizando em parte devido à sua mudança de perspectiva: é por isso que esse projeto de fã tentou reconfigurá-lo para estar mais alinhado com os clássicos.
Inteligentemente intitulado “Sonic 3D em 2D”, este projeto de Sotaknuck oferece 15 atos em oito zonas, além de itens clássicos, três personagens jogáveis (Sonic, Tails, Knuckles), um mecanismo de física “próximo aos jogos do Genesis” e Ovos de Páscoa. Sonic pode descolar e girar o painel normalmente, com o Tails capaz de voar e Knuckles subindo / planando.
Como é o caso da maioria dos jogos de fãs, é gratuito para download. Felizmente, a Sega tem uma visão mais descontraída dos projetos do Sonic, inclusive contratando desenvolvedores de jogos para trabalhar nos títulos oficiais do Sonic.
Embora a mudança para o “3D” tenha provado ser uma espécie de lavagem para a Sega nesse caso específico (e seria muitas vezes no futuro), o 3D Blast merece ser preservado: seja por meio do seu porto Steam ou das muitas mega coleções está agraciado. Este jogo de fãs também continua seu legado.
Agora, pagar R$ 300 ou esperar uma promoção vai depender do quanto essa proposta chama sua atenção. Para quem ficou interessado depois de conhecer essas mecânicas, certamente é um jogo que vale a pena acompanhar.
Vale a pena pagar R$ 300 para jogar Blood of Dawnwalker? Depois de jogar no PlayStation 5, posso dizer que esse é um daqueles jogos que acabaram me surpreendendo.
O jogo tem uma proposta bem interessante e, guardadas as devidas proporções, sua gameplay me lembrou um pouco The Witcher. Aqui, porém, você controla Coen, um vampiro que precisa salvar sua família e enfrentar o líder dos vampiros.
Mas o grande diferencial de Blood of Dawnwalker está na forma como o jogo trabalha o tempo.
Você tem apenas 30 dias
Durante a aventura, Coen tem 30 dias para cumprir seus objetivos. Parece bastante tempo, mas cada missão, investigação, combate ou tarefa pode consumir parte desse período.
E isso não funciona apenas como um contador decorativo.
As suas decisões realmente podem alterar o mundo. Se você demora para ajudar determinado personagem, ele pode acabar morrendo. Se demora para encontrar alguém, pode perder completamente aquela oportunidade.
Até mesmo alguns confrontos podem mudar dependendo de quando você decide enfrentá-los.
Um chefe que você poderia enfrentar em determinado momento pode reaparecer posteriormente em uma situação diferente e até mais poderoso.
Uma vibe de Zelda Majora’s Mask
Essa mecânica de tempo me lembrou bastante The Legend of Zelda: Majora’s Mask, principalmente pela sensação de que o mundo continua acontecendo enquanto você está fazendo outras coisas.
A diferença é que Blood of Dawnwalker mistura essa ideia com elementos de RPG, exploração, habilidades e escolhas que podem alterar o andamento da história.
E é justamente isso que torna a experiência interessante.
Você precisa pensar não apenas no que vai fazer, mas também quando vai fazer.
Os finais dependem das suas decisões
Como o tempo e as escolhas influenciam diretamente os acontecimentos, diferentes jogadores podem acabar tendo experiências bem diferentes.
Dependendo do que você consegue realizar durante os 30 dias, determinados personagens podem sobreviver ou morrer, algumas situações podem acontecer de maneiras diferentes e o próprio desfecho da história pode mudar.
Isso dá ao jogo um incentivo interessante para uma segunda jogatina.
Faltou uma dublagem
Um dos pontos que senti falta foi uma dublagem.
Blood of Dawnwalker é um jogo bastante focado em narrativa e personagens, então uma dublagem poderia deixar a experiência ainda mais envolvente.
É uma pena que isso tenha ficado de fora, principalmente considerando a quantidade de diálogos e acontecimentos durante a aventura.
Então, vale R$ 300?
Blood of Dawnwalker foi um jogo que estava completamente fora do meu radar e acabou me surpreendendo.
Ele não é perfeito, mas tem uma proposta diferente, principalmente por causa da mecânica dos 30 dias e da maneira como suas decisões afetam o mundo.
Se você gosta de RPGs com exploração, escolhas e consequências, e curte uma experiência em que o tempo realmente importa, Blood of Dawnwalker é um jogo que merece sua atenção.
Agora, pagar R$ 300 ou esperar uma promoção vai depender do quanto essa proposta chama sua atenção. Para quem ficou interessado depois de conhecer essas mecânicas, certamente é um jogo que vale a pena acompanhar.
Eu joguei no PlayStation 5 e, no geral, gostei bastante da experiência.
Fire Emblem Fortune’s Weave: vale a pena no Nintendo Switch 2?
A Nintendo lançou Fire Emblem Fortune’s Weave, e cara, esse aqui é um jogo que mostra muito bem como a nova geração do Nintendo Switch 2 pode elevar uma franquia que já tinha uma identidade visual muito forte.
A Nintendo lançou Fire Emblem Fortune’s Weave, e cara, esse aqui é um jogo que mostra muito bem como a nova geração do Nintendo Switch 2 pode elevar uma franquia que já tinha uma identidade visual muito forte.
Para quem não conhece Fire Emblem, estamos falando de um RPG tático. Você cria o seu próprio personagem, que acaba se tornando um dos escolhidos para tentar salvar um mundo que foi praticamente sucumbido pela influência do submundo.
Só que a história não fica apenas nisso.
Durante a aventura, você vai formar sua própria equipe, fazer alianças, conhecer diversos personagens e tomar decisões que podem levar a diferentes caminhos dentro da narrativa. O jogo possui muitos diálogos e ramificações, então suas escolhas acabam tendo importância durante a jornada.
E, obviamente, o grande destaque continua sendo o combate tático.
Você precisa pensar muito bem antes de cada movimento, posicionar corretamente seus personagens no campo de batalha, escolher quais unidades levar para cada confronto e aproveitar as habilidades da sua equipe da melhor maneira possível.
Visualmente, Fire Emblem Fortune’s Weave também impressiona bastante.
A nova geração do Nintendo Switch 2 fez muito bem para a franquia. O estilo de personagens humanoides com estética de anime ficou ainda mais bonito com a maior resolução e qualidade visual do console.
As cinemáticas estão muito bonitas, as animações são bem produzidas e a apresentação geral do jogo passa uma ótima primeira impressão.
É realmente um RPG muito bem acabado.
Agora, tem uma questão importante: Fire Emblem Fortune’s Weave é um jogo bastante focado no gênero tático. Então é aquela experiência que você pode amar muito ou simplesmente não conseguir entrar na proposta.
Quem gosta de estratégia, gerenciamento de equipe, batalhas por turnos, diálogos e construção de relacionamentos provavelmente vai encontrar bastante coisa para aproveitar aqui.
Por outro lado, se você prefere jogos mais rápidos e focados em ação, o ritmo pode acabar sendo um pouco mais lento.
Outro problema para nós brasileiros é que Fire Emblem Fortune’s Weave não possui tradução para português.
E isso pesa bastante porque a experiência depende de diálogos, decisões, personagens e da própria narrativa. Se você não tem problema com a barreira do idioma, consegue aproveitar tranquilamente a proposta do jogo. Mas para quem depende de português, isso pode ser um obstáculo.
Mesmo assim, para quem gosta de RPG tático e não tem problema com o idioma, Fire Emblem Fortune’s Weave é uma ótima opção para começar a explorar o gênero no Nintendo Switch 2.
O jogo tem uma apresentação impressionante, gráficos muito bonitos, excelentes animações, bastante estratégia e uma história construída em torno de escolhas, alianças e diferentes caminhos.
Se você curte Fire Emblem ou está procurando um RPG tático para jogar no Nintendo Switch 2, esse aqui definitivamente merece sua atenção.
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