Novo Video Game Brasileiro, Sonic no BK, Gta 6 chegando no Brasil
Tem dois videogames novos brasileiros. O Sonic está de volta ao Brasil. O Homem-Aranha 3 já pode ser jogado, e o GTA está contratando brasileiros. Estas são algumas das notícias que vou falar agora, porque são excelentes notícias para os jogadores de videogame. Eu não esperava que em 2024 surgissem novos videogames brasileiros.
Tem dois videogames novos brasileiros. O Sonic está de volta ao Brasil. O Homem-Aranha 3 já pode ser jogado, e o GTA está contratando brasileiros. Estas são algumas das notícias que vou falar agora, porque são excelentes notícias para os jogadores de videogame. Eu não esperava que em 2024 surgissem novos videogames brasileiros.
A Tectoy, que é uma clássica e antiga empresa brasileira que já fez parceria com a Sega no passado, anunciou o Xenix, que é um videogame portátil que, na verdade, é um PC com controle embutido, mas focado para você jogar vários jogos. Isso aqui é uma surpresa. Não só isso, a Tectoy está virando uma publisher para lançar vários jogos brasileiros. Teve um evento fechado que foi bem legal e trouxe um certo rebuliço, pois uma galera ficou tipo “pô, que videogame é esse que a Tectoy está fazendo?”. Na real, ela está sendo uma White Label, algo que já fez no passado com a Sega, mas agora para outra empresa, a Yn, na qual estaria relançando uma versão brasileira do Lock Zero e do Lock Max. Pelas especificações, o mais potente é capaz de rodar até mesmo um Cyberpunk, pelo menos é o que estão dizendo. Mas o GTA V já é garantido. Eu fico muito feliz porque quem é da minha geração sabe que a Tectoy era uma empresa muito importante. Ela traduzia jogos de console, algo que não existia antes. A galera acha que isso veio só com o Xbox. E eles faziam uns hardware malucos. Eu tenho aqui uma caixa de um Master System. Olha aqui, olha quem está na caixa. Pois é, eles faziam modelos nacionais de videogames bizarros. Isso aqui é coisa do Brasil, um Master System que eles botavam uma antena para ligar numa TV. Espero que dê certo, mas só vai dar certo dependendo do preço.
E não só a Tectoy, mas a Gamescare, que é uma empresa que faz vários acessórios e cabos para jogar videogames antigos em TVs novas, pelo menos é isso que eu conheço dela. Eles estão lançando o Neptune, que era um videogame bem curioso. Ele parece o Mega Drive, e de fato, ele é praticamente o Mega Drive, só que usa componentes para rodar jogos antigos nele. Você pode pegar a sua fita do Mega Drive ou do 32X (que eu duvido que você tenha) e jogar em TVs de nova geração com vários recursos. Parece que ele terá entrada para cartão SD para baixar atualizações, e claro, também poderá usar outros acessórios como o Sega CD. Não tem muitas informações sobre ele, mas o curioso é que ele é baseado naquele Sega Neptune, que foi um aparelho anunciado pela Sega e cancelado, que tinha suporte ao 32X. Quero testar isso para poder falar mais.
Fortnite anunciou um novo modo de jogo que deixou a galera do Call of Duty bem revoltada, que é o modo Reload. Este é um modo em que você pode jogar em partidas mais rápidas em uma arena menor com até 40 pessoas, focado em esquadrões ou times. Então, se você estava imaginando o que iria acontecer com o futuro do Fortnite, eu digo que este modo é muito legal para ganhar muita XP. Eu testei um pouco antes de gravar este vídeo e subi uns seis níveis rapidamente, sério. Mas eu também estava em um nível baixo, então valeu. Este modo não é perfeito para mim porque jogo sozinho, e toda vez que eu entrava neste modo eu acabava me ferrando porque era time de quatro pessoas contra eu. Não tinha ninguém para me ressuscitar.
Uma excelente notícia para quem tem um Playstation 5: parece que oficialmente a Sony está trabalhando em ports ou emuladores para rodar os jogos de PlayStation 3 no Playstation 5. Beleza, isso não está confirmado, mas as fontes são bastante confiáveis. A questão é que esses jogos seriam apenas exclusivos para a assinatura da PS Plus Premium, que no Brasil virou Deluxe. O PlayStation 3 é famoso por ser um videogame difícil de rodar jogos, tanto que a maioria dos jogos multiplataforma rodavam melhores no Xbox. Isso aqui poderia ser uma solução, mas se você tem um jogo de PS3, por exemplo, não vai conseguir jogar no PS5 a menos que assine a PlayStation Plus, o que é uma pena.
Call of Duty está insano. Ele virou Minecraft. A nova atualização já foi anunciada com um modo 8 bits para o Modern Warfare no multiplayer. Estou muito curioso porque a única coisa que temos até o momento são essas imagens, e os bonecos têm a cabeça toda cabeçuda, parecendo sei lá, um Mini Crack. Mas eles viraram uns bichos meio Minecraft bizarros. Uma galera ficou chateada com isso porque o Call of Duty está sendo muito influenciado pelo sucesso do Fortnite, é inegável. Colocar modos Battle Royale e jogar Call of Duty hoje, ou ele iria se adaptar ao estilo Battle Royale com várias colaborações. Eles foram para um lado colocando temas que até funcionaram bem, mas agora estão colocando até dinossauros jogáveis e entrando nesse estilo mais pixelizado, parecendo Minecraft, só mostra que está em um caminho sem volta. A galera que gostava de campanha só fica triste. Como a Activision agora faz parte do grupo da Microsoft e a Microsoft é dona da Mojang, um crossover com Minecraft não será tão improvável de acontecer.
Sonic finalmente voltou ao Brasil com mais uma promoção. Você não vai acreditar. Estava mexendo no meu Instagram (se você não me segue, me siga lá) e vi um anúncio de que o Burger King está lançando o Sonic no Brasil. Eles vão colocar miniaturas da turma do Sonic num kit infantil, tipo um McLanche Feliz, que por sinal já é um hambúrguer que para qualquer idade já tem carboidratos mais do que o necessário. É uma parceria interessante de se ver porque, com o novo filme sendo lançado, o Burger King foi atrás de conseguir uma parceria com o novo Sonic. Mas são só os bonecos, nada a ver com o filme, é tudo a ver com o jogo mesmo.
O Homem-Aranha 3 do PlayStation 5 já pode ser jogado no PC. A Insomniac, o estúdio responsável por todos os jogos de sucesso da Marvel, praticamente todos do PlayStation, teve o maior vazamento no ano passado. O jogo do Wolverine vazou, você pode ver detalhes da história e gameplay. Já tem a versão do Homem-Aranha 2 que você já pode jogar no PC, que é do Play 5 e será portado ainda pela Sony oficialmente. O anúncio nem foi feito, talvez seja para o ano que vem que ele será lançado oficialmente. Então a galera brasileira já está hackeando, mexendo nos arquivos do Homem-Aranha 3, e alguns vazamentos são insanos. Se você não quer spoiler, pule para o próximo capítulo do vídeo. Miles Morales é o principal protagonista da história, mas haverá uma nova personagem jogável, uma mulher-aranha. Não é a Spider-Gwen, nem a Spider-Woman. Esta personagem que vai aparecer é a Teia de Seda. Provavelmente você não a conhece porque ela não é tão famosa assim neste universo das aranhas e nem chegou a ser mencionada no Aranhaverso. Ela pode ser a nova protagonista porque tem modelos de uma personagem que seria ela na história. Como o jogo estava muito cru na produção, parece que vai ter um jogo do Venom antes. Não temos muitos detalhes, mas o mapa do Homem-Aranha 2 está sendo reutilizado porque é Nova York, como sempre. Este é o grande vazamento.
Quem está dando emprego no Brasil agora é a Rockstar. Saiu um anúncio de que a produtora do GTA 6 está procurando pessoas de marketing para trabalhar nos futuros projetos e lançamentos em colaboração no Brasil. Acho isso insano porque o GTA 6 é o jogo com o maior orçamento de produção na história, falam que passa da casa do bilhão, e eu não duvido. Ele precisa ter muito mais coisas no Brasil. GTA V tem legenda em português, beleza, mas imagino que é uma pessoa que vai cuidar do gerenciamento de todo o marketing aqui, provavelmente pode trabalhar em duas coisas: eventos que infelizmente acontecem quase sempre em São Paulo, ou podem trabalhar em promoções com dublagens. Como é um universo muito grande com um mapa gigante, vários personagens e uma história complexa, não ficaria surpreso se o jogo fosse dublado. Eles estão gastando uma nota com este projeto, e se o GTA 6 for dublado, terá muito Star Talent envolvido, inclusive alguns YouTubers e streamers trabalhando na dublagem de um GTA 6. Pois é, só coisas boas e excelentes notícias de jogos estão aparecendo cada vez mais. Se quiser mais novidades, tem aqui no meu feed de shorts. É só ativar as notificações. Muito obrigado, valeu, fui e até o próximo vídeo.
Captain Tsubasa 2: World Fighters é o futebol de anime que eu não esperava gostar
Se você acha que jogos de futebol precisam ser realistas, táticos e cheios de regras, Capitão Tsubasa 2: Road Fighters provavelmente vai mudar completamente essa ideia.
Se você acha que jogos de futebol precisam ser realistas, táticos e cheios de regras, Captain Tsubasa 2: World Fighters provavelmente vai mudar completamente essa ideia.
Aqui, futebol é praticamente tratado como um jogo de luta. Os jogadores possuem barra de vida, ataques especiais, defesas especiais, dribles, passes absurdos e chutes capazes de transformar uma partida comum em uma verdadeira batalha de anime.
E o mais curioso é que, mesmo não sendo um grande fã de futebol, eu realmente me diverti jogando.
Um futebol completamente diferente
Captain Tsubasa 2: World Fighters adapta o universo de Super Campeões para um jogo extremamente exagerado e cheio de ação.
Você não está simplesmente correndo pelo campo tentando fazer um gol. Cada jogador possui sua própria barra de stamina e recursos especiais que podem ser utilizados durante a partida.
Os personagens conseguem executar movimentos especiais para roubar a bola, realizar passes, driblar adversários, bloquear ataques e, claro, tentar marcar gols com aqueles chutes completamente absurdos que são uma das marcas registradas da franquia.
O goleiro também entra nessa loucura.
Quando um adversário dispara um chute especial, você precisa reagir corretamente para tentar defender. O goleiro pode receber dano e perder sua barra de vida. Quando ela está muito baixa, praticamente qualquer chute pode resultar em gol.
Isso transforma cada ataque em uma espécie de batalha.
O Brasil dentro de Captain Tsubasa
Uma das coisas mais curiosas do jogo é o arco que se passa no Brasil.
Você encontra referências a equipes e regiões brasileiras, incluindo times representados por nomes como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Obviamente, por questões de licenciamento, o jogo não pode simplesmente utilizar todos os nomes e marcas dos clubes brasileiros reais.
Mesmo assim, fica muito fácil olhar para algumas dessas referências e pensar: “Esse aqui é o Flamengo, não é?”
A ideia de colocar Captain Tsubasa jogando contra equipes brasileiras é muito interessante e poderia ter sido ainda melhor aproveitada.
E aqui aparece uma das maiores oportunidades perdidas do jogo: a localização.
Apesar de grande parte da história passar pelo Brasil, Captain Tsubasa 2: World Fighters não possui tradução para português brasileiro.
Para um jogo baseado em uma franquia tão conhecida entre o público brasileiro e que ainda possui um arco relacionado ao nosso país, uma localização completa faria bastante sentido.
A jogabilidade é praticamente um jogo de luta
A melhor maneira de explicar World Fighters é dizer que ele parece um jogo de futebol misturado com um jogo de luta de anime.
Você possui diferentes comandos para executar ações durante a partida e precisa administrar a stamina dos personagens para conseguir utilizar seus movimentos especiais.
Quanto mais próximo do gol, por exemplo, mais fácil pode ser carregar determinados ataques.
Os jogadores também podem utilizar carrinhos para tentar roubar a bola e realizar dribles que exigem bastante atenção ao momento correto para escapar do adversário.
Se você errar, pode simplesmente tomar uma pancada e perder a disputa.
É justamente essa mistura que deixa as partidas tão diferentes de um jogo de futebol convencional.
Aqui, não existe aquela preocupação em reproduzir perfeitamente uma partida real.
O objetivo é ser divertido.
E nisso o jogo funciona muito bem.
Chutes especiais e goleiros
Uma das mecânicas mais interessantes é o sistema de chute a gol.
Os jogadores acumulam energia para utilizar seus movimentos especiais e, quando conseguem ativá-los, o chute ganha toda aquela apresentação exagerada característica dos animes.
Cada personagem possui movimentos diferentes, o que deixa os ataques visualmente muito mais interessantes.
Na defesa, o goleiro também precisa reagir ao ataque.
Dependendo da direção escolhida, é possível realizar uma defesa melhor e diminuir o dano recebido.
Isso cria situações completamente absurdas durante as partidas.
Você pode estar dominando o jogo e, de repente, o adversário consegue carregar um especial e virar completamente a situação.
É futebol, mas parece uma batalha.
Um modo história que pode confundir quem não conhece o anime
O modo história é um dos pontos que mais podem dividir os jogadores.
Para quem conhece Captain Tsubasa, provavelmente existe muito mais contexto para aproveitar todos os acontecimentos, personagens e rivalidades.
Para quem não conhece, como foi o meu caso, algumas situações podem parecer completamente desconectadas.
Existem muitos diálogos e acontecimentos relacionados aos personagens e às rivalidades do universo original.
O jogo adapta elementos do mangá e do anime, então ele claramente espera que você já tenha algum conhecimento da franquia.
Isso acaba sendo um problema para quem está chegando agora.
Eu particularmente achei algumas dessas cenas exageradamente longas e elas acabam quebrando um pouco o ritmo das partidas.
Por outro lado, para quem já é fã de Captain Tsubasa, provavelmente esse mesmo conteúdo pode ser justamente um dos grandes atrativos.
Personalização e criação de personagens
O jogo também permite personalizar seu personagem e montar sua equipe.
Você pode escolher diferentes formações e habilidades, além de definir movimentos especiais para o seu protagonista.
É possível escolher diferentes tipos de passes, dribles, chutes e outras habilidades que alteram os atributos do personagem.
Também existem opções para personalizar os uniformes dos times.
O problema é que eu senti que o jogo poderia ter ido muito mais longe nessa parte.
Seria muito interessante ter um verdadeiro modo carreira, onde pudéssemos criar nosso próprio jogador, montar uma equipe do zero e disputar espaço dentro do universo de Captain Tsubasa.
Essa possibilidade praticamente abriria um novo jogo dentro do próprio jogo.
Multiplayer e partidas rápidas
Fora do modo história, World Fighters fica ainda mais interessante.
O jogo possui modos para jogar offline com amigos e também partidas online.
As partidas são relativamente rápidas e muito mais dinâmicas do que eu esperava.
Você pode trocar passes, correr pelo campo, utilizar especiais, bloquear ataques e tentar encontrar uma oportunidade para finalizar.
Depois de algumas partidas, os comandos ficam bem mais fáceis de entender.
E essa simplicidade ajuda bastante.
Você não precisa ser especialista em futebol para começar a jogar.
Visual e animações
Visualmente, o jogo consegue entregar muito bem a sensação de estar assistindo a um anime interativo.
Os golpes especiais possuem efeitos exagerados e cada personagem possui animações características.
Os chutes são provavelmente uma das partes mais legais de assistir.
O problema é que algumas animações acabam se repetindo bastante, principalmente depois de várias partidas.
Mesmo assim, elas continuam funcionando porque fazem parte da identidade do jogo.
No meu caso, jogando a versão de Nintendo Switch no Switch 2, a experiência funcionou muito bem.
Um dos jogos de futebol mais divertidos que joguei
Eu sinceramente não esperava gostar tanto de Captain Tsubasa 2: World Fighters.
Não sou uma pessoa extremamente ligada a futebol e, justamente por isso, achei interessante perceber que o jogo conseguiu me divertir mesmo estando completamente fora da proposta de um simulador tradicional.
Ele não quer ser um novo jogo realista de futebol.
Ele quer ser um anime de futebol jogável.
E essa diferença é justamente o que faz o jogo funcionar.
Você tem stamina, barra de vida, golpes especiais, chutes absurdos, goleiros tomando dano e partidas capazes de virar completamente de uma hora para outra.
É exagerado.
É estranho.
É completamente maluco.
Mas é muito divertido.
Vale a pena jogar Captain Tsubasa 2: World Fighters?
Sim, principalmente se você gosta de jogos de anime ou quer experimentar uma experiência de futebol diferente.
Quem já conhece Captain Tsubasa provavelmente vai aproveitar ainda mais o jogo por entender as referências, personagens e acontecimentos da história.
Mas mesmo quem nunca acompanhou o anime ou o mangá pode encontrar diversão nas partidas.
Para mim, o maior problema está justamente na história e na falta de localização em português brasileiro.
O jogo tinha uma oportunidade enorme de conquistar ainda mais o público brasileiro, principalmente por possuir um arco ambientado no Brasil.
Mesmo assim, quando você deixa a história um pouco de lado e começa a disputar as partidas, World Fighters mostra sua melhor versão.
É um jogo de futebol que não parece exatamente um jogo de futebol.
É praticamente um jogo de luta de anime usando o futebol como tema.
E talvez seja justamente por isso que eu gostei tanto.
Captain Tsubasa 2: World Fighters me fez sorrir com um gênero que não conseguia fazer isso comigo há muito tempo.
Se você gosta de futebol, anime ou simplesmente quer jogar algo diferente, vale a pena dar uma chance.
GOLDEN AXE: A HISTÓRIA DO CLÁSSICO DA SEGA QUE ESTÁ VOLTANDO
Se você tem mais de 40 anos, provavelmente já conhece Golden Axe. Agora, para quem está chegando hoje, talvez seja difícil entender por que esse jogo é tão importante para a história da SEGA.
Se você tem mais de 40 anos, provavelmente já conhece Golden Axe. Agora, para quem está chegando hoje, talvez seja difícil entender por que esse jogo é tão importante para a história da SEGA.
Com uma nova animação trazendo a franquia de volta aos holofotes e um novo jogo anunciado, Golden Axe está novamente sendo comentado. E antes de falar sobre o futuro, vale voltar para aquele jogo simples, brutal e extremamente divertido que conquistou os fliperamas.
O mundo de Golden Axe
A história acontece no reino de Yuria, que foi atacado pelo vilão Death Adder. Ele sequestra os governantes do reino e rouba o poderoso Golden Axe, o machado dourado que dá poderes fenomenais para quem o utiliza.
Para enfrentar essa ameaça, três guerreiros partem em uma jornada: Axel Battler, Tyris Flare e Gilius Thunderhead.
Cada um deles possui uma história pessoal ligada ao vilão. Axel perdeu sua mãe, Tyris perdeu seus pais e Gilius perdeu seu irmão. Basicamente, Death Adder conseguiu transformar os três protagonistas em uma verdadeira máquina de vingança.
E a própria seleção de personagens já mostrava que Golden Axe não estava para brincadeira. A cena da caveira segurando os personagens antes da escolha é uma das imagens mais marcantes do jogo.
Um dos primeiros grandes hack and slash
Golden Axe é extremamente simples de entender.
Você anda pelo cenário, enfrenta grupos de inimigos e avança até chegar ao final da fase. É possível jogar sozinho ou em cooperativo, e cada personagem possui uma arma, características próprias e diferentes tipos de magia.
Axel é o guerreiro mais equilibrado. Ele utiliza uma espada e possui magias ligadas à terra.
Tyris Flare é mais rápida e utiliza magia de fogo. Sua magia mais poderosa permite invocar um enorme dragão que percorre o cenário destruindo os inimigos.
Já Gilius Thunderhead utiliza um machado. Ele é mais lento, mas possui bastante força e utiliza poderes relacionados ao trovão.
E é justamente essa diferença entre os personagens que fazia o jogo funcionar tão bem no multiplayer.
A magia era uma das grandes armas
Durante as fases, pequenos gnomos aparecem carregando jarros azuis. Ao derrotá-los, você pode conseguir esses itens e aumentar sua quantidade de magia.
Quanto mais jarros você acumula, mais poderosa será a magia utilizada.
Isso criava uma estratégia interessante. Em vez de gastar tudo contra os inimigos comuns, muitos jogadores preferiam guardar a magia para os chefes.
Tyris, por exemplo, podia acumular energia suficiente para utilizar seu dragão contra os inimigos mais perigosos.
Era aquele tipo de estratégia que fazia você pensar: “Eu gasto agora ou guardo para o chefe?”
Golden Axe também tinha fogo amigo
Uma das coisas mais interessantes de jogar Golden Axe em cooperativo era que seu amigo também podia atrapalhar.
O famoso ataque de corrida podia ser utilizado para avançar contra os inimigos, mas também podia acertar o próprio parceiro.
Ou seja, além de derrotar os inimigos, você ainda precisava tomar cuidado para não apanhar do seu próprio amigo.
Isso deixava as partidas muito mais caóticas.
As montarias eram outro destaque
Golden Axe também trouxe uma ideia que impressionava bastante para a época: as montarias.
Durante as fases era possível encontrar criaturas que podiam ser utilizadas pelos personagens.
Entre elas estavam criaturas capazes de atacar com golpes físicos e outras que podiam lançar fogo.
Para um jogo de arcade tão simples, ter montarias no meio das fases era um detalhe bastante impressionante.
Um mundo de fantasia inspirado em Conan
Golden Axe nasceu em uma época em que o gênero de espada e feitiçaria estava muito presente na cultura pop.
Filmes inspirados em Conan e outras obras de fantasia sombria ajudaram a construir aquele imaginário de guerreiros musculosos, magia, monstros, esqueletos e grandes vilões.
Golden Axe pegou tudo isso e transformou em um jogo de ação extremamente direto.
Você pega sua espada, machado ou magia e simplesmente parte para cima.
E funcionava muito bem.
O jogo era muito mais simples do que parece
Apesar de toda essa história, Golden Axe era essencialmente um jogo de arcade.
A ideia era colocar uma ficha, jogar durante alguns minutos e tentar chegar o mais longe possível.
Por isso, o design das fases é bastante direto. Você avança, enfrenta grupos de inimigos, chega em uma área específica, derrota o grupo e continua.
Mesmo assim, a SEGA conseguiu colocar bastante personalidade no mundo.
As transições entre as fases, por exemplo, mostram um pergaminho indicando o caminho da jornada. É um pequeno detalhe, mas ajuda a criar a sensação de que existe uma aventura acontecendo.
O primeiro encontro com Death Adder
Depois de atravessar várias regiões, enfrentar inimigos cada vez mais fortes e lidar com esqueletos extremamente irritantes, finalmente chega o momento de enfrentar Death Adder.
Ele aparece carregando o Golden Axe e utiliza tanto ataques físicos quanto magia.
E aí o jogo mostra uma de suas maiores dificuldades.
Death Adder possui ataques poderosos, grande alcance e ainda pode contar com outros inimigos durante a batalha.
Para quem jogou Golden Axe no arcade, chegar até esse momento já era uma vitória.
Mas a versão doméstica tinha uma surpresa
Aqui está uma das partes mais interessantes da história.
A versão original de arcade termina depois da derrota de Death Adder e do resgate dos governantes.
Porém, algumas versões domésticas, incluindo a do Mega Drive, possuem conteúdo adicional.
A SEGA expandiu a aventura para transformar Golden Axe em uma experiência mais completa para quem comprasse o jogo para casa.
E é aí que aparece um novo inimigo.
Death Bringer
Depois de derrotar Death Adder, a aventura continua.
Os protagonistas entram em uma região ainda mais perigosa e encontram o verdadeiro grande inimigo da versão expandida: Death Bringer.
Ele é ainda mais poderoso e utiliza magias devastadoras.
Uma das características mais marcantes da batalha é justamente o uso constante de magia, tornando o confronto muito mais difícil do que a luta anterior.
É também por isso que guardar os jarros de magia durante a aventura inteira pode ser uma estratégia tão importante.
Chegar no confronto final com energia suficiente para utilizar várias magias poderosas pode fazer uma diferença enorme.
Um dos finais mais curiosos
Golden Axe ainda possui uma curiosidade que combina perfeitamente com o espírito irreverente da SEGA.
Em uma das versões, depois de toda a aventura, os protagonistas retornam para o mundo real.
O jogo mostra crianças jogando Golden Axe em um arcade, até que os acontecimentos do próprio jogo começam a invadir o mundo real.
Os vilões aparecem, as crianças fogem e os heróis precisam agir novamente.
É uma quebra completa da quarta parede.
E isso ajuda a entender por que a franquia pode funcionar tão bem em uma adaptação mais humorística.
Golden Axe nunca foi uma série que se levava completamente a sério.
Por trás de toda aquela fantasia sombria, existia espaço para exageros, situações absurdas e até brincadeiras com o próprio universo do jogo.
Por que Golden Axe continua importante?
Golden Axe pode parecer extremamente simples quando comparado aos jogos atuais.
Mas é justamente essa simplicidade que ajudou a torná-lo tão marcante.
Você escolhe um personagem, pega sua arma, enfrenta monstros, utiliza magia, monta criaturas e tenta chegar até o final.
Tudo isso com uma identidade visual muito forte e uma trilha sonora que ficou marcada na história dos arcades.
Agora, décadas depois, a franquia está novamente recebendo atenção.
A nova animação da SEGA coloca Golden Axe em uma situação completamente diferente, apostando mais na comédia e na sátira.
Ao mesmo tempo, existe um novo jogo da franquia anunciado, mostrando que a SEGA ainda enxerga potencial nesse universo.
Talvez seja justamente essa mistura de fantasia, violência, humor e absurdo que faça Golden Axe continuar funcionando.
Depois de mais de quatro décadas, o velho machado ainda tem muita lenha para queimar.
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