Super Mario and the rainbow stars: O incrível fã game que a Nintendo (ainda) não derrubou!
Super Mario é um daqueles personagens que praticamente todo mundo já jogou em algum momento da vida. Desde o Nintendinho até os consoles mais modernos, a franquia sempre esteve presente. Mas tem uma coisa que é inegável: a criação de fã games de Mario é uma raridade hoje em dia.
Super Mario é um daqueles personagens que praticamente todo mundo já jogou em algum momento da vida. Desde o Nintendinho até os consoles mais modernos, a franquia sempre esteve presente. Mas tem uma coisa que é inegável: a criação de fã games de Mario é uma raridade hoje em dia.
Isso acontece porque a Nintendo tem uma política rígida de proteção à sua propriedade intelectual. Qualquer jogo não oficial que aparece, logo recebe uma “carta de amor” da Nintendo — aquele famoso aviso legal que obriga os criadores a cancelarem o projeto, sob risco de processos e consequências reais.
Um fã game diferente surgiu!
De vez em quando, porém, surge um ou outro projeto que consegue escapar do radar da Big N — e um desses é Super Mario e o Raybolstars, um jogo criado por fãs que parece ter saído diretamente da época do Game Boy Advance, mas com uma pegada moderna. Ele mistura elementos clássicos de Mario 2D com mecânicas inspiradas nos jogos 3D da franquia.
Um Mario diferente de tudo que você já viu
O jogo é visualmente lindo, com gráficos fluídos e cheios de vida. Ele resgata o espírito dos antigos jogos portáteis, mas traz uma história nova e mecânicas inovadoras. Aqui, o Mario tem uma barra de vida em vez de simplesmente ficar pequeno ao levar dano, algo inspirado nos títulos 3D.
Além disso, ele pode usar várias transformações exclusivas de cada fase, como a roupa de gato, roupa de sapo e muito mais. O resultado é uma jogabilidade que mistura Mario 2D clássico com elementos modernos dos jogos 3D. É uma fusão criativa e divertida!
Mundo enorme e fases gigantes
Outro destaque é o tamanho das fases. Cada nível é tão longo que parece ocupar o equivalente a um mundo inteiro nos jogos clássicos. E como se não bastasse, o game tem modo cooperativo, onde você joga com um Mario clone negro (o Mario das estrelas). Isso facilita a progressão, já que as vidas são infinitas e, se um jogador morre, ele volta após 10 segundos — desde que o outro sobreviva.
Nova mecânica: O poder das estrelas
Uma das novidades mais marcantes é o uso do poder das estrelas. Com ele, Mario pode lançar estrelas para ativar blocos e abrir novos caminhos. Isso cria um ritmo diferente de jogo, mas também pode ser um pouco frustrante, já que você é forçado a parar frequentemente para resolver esses pequenos puzzles — o que quebra o fluxo das fases.
Um desafio maior do que os jogos oficiais
Se você está acostumado com os jogos mais recentes,
como New Super Mario Bros., Super Mario 3D World ou Super Mario Wonder, prepare-se para um desafio maior. Esse fã game é difícil! Mas ao mesmo tempo, ele é feito para fãs veteranos, então você pode acabar pegando o jeito rapidamente.
Um mundo cheio de segredos e exploração
O jogo tem um overworld inspirado em Mario 3D World, onde você escolhe as fases andando pelo mapa. E as moedas coletadas nas fases podem ser usadas para comprar equipamentos — desde que você consiga terminar a fase sem perder tudo ao morrer.
Uma história original e divertida
A trama é simples, mas charmosa: uma energia das trevas aprisionou uma estrela maligna chamada Starna, que destruiu uma Rainbowstar e espalhou seus pedaços pelo mundo. Mario e Luigi são convidados para o Festival das Estrelas, mas após um acidente de balão, acabam separados. Agora, Mario precisa encontrar seus amigos e salvar o mundo, com a ajuda de uma pequena estrela chamada Starry.
Fases criativas e cheias de referências
O primeiro capítulo já mostra o capricho dos criadores:
Fase 1: Uma praia ao pôr do sol, com blocos que mudam de cor e um chefe Goomba Pirata num balão roubado.
Fase 2: Uma floresta florida, cheia de plantas carnívoras e puzzles com blocos e estrelas.
Fase 3: Uma área submersa, onde Mario usa a roupa de sapo para controlar melhor debaixo d’água.
Fase 4: Um recife cheio de inimigos novos, com plataformas giratórias.
Fase 5: Uma fase chuvosa com espinhos e blocos esmagadores.
Fase 6: Um resort dos Yoshis, onde você pode gastar moedas para comprar itens.
Fase 7: Uma floresta onde Mario ganha a roupa de gato, que permite escalar paredes e dar patadas.
Fase 8: O Reino dos Golfinhos, com seções que lembram uma fase de corrida, quase como Mario Kart.
Problemas técnicos e bugs
Infelizmente, como é um fã game em desenvolvimento, alguns bugs aparecem. Em minha gameplay, o jogo travou após uma fase e o gráfico do mapa ficou todo bugado. Pode ser limitação do meu PC ou apenas um problema da demo.
E ainda tem muito mais por vir!
O jogo promete ter seis capítulos completos, cada um com múltiplas fases e chefes. É uma verdadeira carta de amor aos fãs de Mario, criada por quem entende e ama a franquia. E claro, assim que novas atualizações saírem, vou cobrir tudo aqui no blog.
Conclusão
Super Mario e o Raybolstars é um dos melhores fã games de Mario já criados. Ele mistura nostalgia com inovação, desafio com diversão, e entrega um pacote completo para qualquer fã do encanador mais famoso do mundo. Se você é fã de Mario, vale a pena conferir!
E aí, curtiu esse projeto? Comenta aqui embaixo o que achou e se quer que eu traga mais novidades sobre esse jogo incrível!
Final Fantasy Resonance é uma volta a origem da série em um genero tradado como morto
Sabe aquele RPG que você começa a jogar esperando uma aventura legal, mas que, quando percebe, já passou dezenas de horas explorando o mundo, montando builds e enfrentando chefes cada vez mais poderosos? Foi exatamente essa a experiência que tive com Final Fantasy Resonance.
Sabe aquele RPG que você começa a jogar esperando uma aventura legal, mas que, quando percebe, já passou dezenas de horas explorando o mundo, montando builds e enfrentando chefes cada vez mais poderosos? Foi exatamente essa a experiência que tive com Final Fantasy Resonance.
Depois de aproximadamente 80 horas de gameplay, finalmente concluí essa aventura e posso dizer que fiquei bastante satisfeito com o resultado. O jogo resgata muitas das características que fizeram os RPGs japoneses clássicos conquistarem tantos fãs, mas também apresenta sistemas de combate modernos, uma boa variedade de possibilidades para evoluir os personagens e uma história que vai muito além daquela tradicional batalha entre o bem e o mal.
Nesta análise, vou compartilhar tudo o que achei do jogo, incluindo os pontos positivos, as coisas que poderiam ser melhores e se realmente vale a pena investir seu tempo nessa aventura. E pode ficar tranquilo: esta análise não contém spoilers da história nem de momentos importantes do gameplay.
Final Fantasy Resonance está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A versão analisada foi a de Nintendo Switch 2, recebida gratuitamente e antecipadamente da Square Enix, a quem agradeço pela oportunidade.
Um Final Fantasy com raízes clássicas
Uma das primeiras coisas que chamam a atenção em Final Fantasy Resonance é sua apresentação visual. Este é um RPG que utiliza o estilo HD-2D, popularizado por Octopath Traveler e posteriormente explorado pela Square Enix em produções como Live A Live, Triangle Strategy e Dragon Quest.
A combinação de cenários tridimensionais com personagens em pixel art funciona muito bem aqui. Temos aquela aparência que lembra os RPGs da época dos consoles de 16 bits, mas com efeitos de iluminação, profundidade e cenários que aproveitam as possibilidades das plataformas modernas.
O resultado é um jogo que consegue transmitir uma sensação nostálgica sem parecer ultrapassado. Para quem sente falta daquela época em que os RPGs japoneses apostavam em mundos enormes, cristais elementais, personagens carismáticos e combates por turnos, a proposta é bastante atraente.
Entretanto, o visual não é a única coisa que aproxima Resonance dos clássicos da franquia. Sua estrutura também bebe bastante da fonte dos Final Fantasy lançados originalmente para Super Nintendo, especialmente na maneira como apresenta sua aventura e desenvolve seus sistemas de combate.
Existe ainda uma curiosidade interessante sobre a origem do projeto: o jogo foi desenvolvido a partir de Final Fantasy Brave Exvius, um RPG mobile com mecânicas de gacha. Porém, essa origem não compromete a experiência que temos aqui.
Na prática, Final Fantasy Resonance foi reformulado de maneira tão significativa, tanto na apresentação quanto no combate, que funciona como uma experiência completa de RPG para consoles e PC. Eu mesmo não havia jogado Brave Exvius e, se não conhecesse a origem do projeto, dificilmente imaginaria que ele começou como um jogo para celulares.
E isso é um grande mérito. O resultado não passa a sensação de estarmos jogando uma versão mobile simplesmente adaptada para outras plataformas. Temos um RPG com identidade própria e uma estrutura pensada para sustentar uma aventura de dezenas de horas.
Uma história que vai além do bem contra o mal
A história de Final Fantasy Resonance acontece no planeta Lapis, um mundo protegido por cristais elementais. Quando surgem acontecimentos estranhos envolvendo o Cristal da Terra, somos enviados para investigar a situação ao lado de Rain e Lasswell.
Rain é o protagonista da aventura, enquanto Lasswell é seu melhor amigo. Os dois são guerreiros a serviço do Reino de Grandshelt e acabam envolvidos em acontecimentos que vão muito além da missão inicialmente apresentada.
Não vou entrar em detalhes para preservar as surpresas da narrativa, mas existe algo que gostei bastante durante minhas 80 horas de gameplay: a maneira como o jogo desenvolve seus personagens e suas motivações.
Inicialmente, a impressão é de que estamos diante daquela clássica disputa entre heróis e vilões. De um lado, temos os personagens que precisam salvar o mundo. Do outro, aqueles que parecem representar uma ameaça. Só que, conforme a história avança, essa divisão se torna muito menos simples.
O jogo apresenta personagens com valores, objetivos e convicções próprias. Mesmo quando discordamos das decisões de alguém, conseguimos compreender de onde vêm suas motivações e por que determinadas escolhas fazem sentido para aquela pessoa.
Isso vale tanto para os protagonistas quanto para os coadjuvantes e antagonistas. Em vez de tratar todos os conflitos como uma disputa entre personagens bons e ruins, a narrativa procura explorar diferentes perspectivas.
Para mim, esse é um dos pontos mais fortes de Final Fantasy Resonance. Uma boa história é fundamental em um RPG japonês, principalmente quando estamos investindo tantas horas naquele universo. E, felizmente, o jogo conseguiu me manter interessado no que aconteceria a seguir.
O combate por turnos é o grande destaque
Se existe um aspecto em que Final Fantasy Resonance realmente me conquistou, foi o sistema de combate.
Estamos falando de um RPG com batalhas aleatórias e combates por turnos. A princípio, isso pode parecer bastante tradicional, mas o jogo introduz mecânicas que tornam cada confronto mais estratégico do que simplesmente escolher um ataque e esperar o próximo turno.
Todos os adversários possuem uma barra de vida e uma barra de postura. A barra de vida representa a resistência do inimigo, enquanto a postura está diretamente relacionada à nossa capacidade de quebrar sua defesa e abrir oportunidades para causar ainda mais dano.
E aqui está o detalhe importante: nem sempre atacar diretamente a barra de vida é a melhor estratégia.
Ao explorar as fraquezas dos adversários e utilizar habilidades adequadas, podemos reduzir sua postura até quebrá-la. Isso abre oportunidades para ataques adicionais e aumenta o potencial de dano do grupo.
Quando conseguimos deixar todos os inimigos sem postura ao mesmo tempo, também podemos liberar ataques especiais associados às visões equipadas.
Essa mecânica muda bastante a maneira como encaramos os confrontos. Em determinadas situações, vale mais a pena preparar uma sequência de ataques para quebrar a postura do adversário do que simplesmente despejar as habilidades mais poderosas sobre ele.
Isso também faz com que conhecer os inimigos seja importante. Uma equipe bem preparada consegue aproveitar fraquezas e controlar o ritmo das batalhas, enquanto um grupo mal montado pode enfrentar dificuldades desnecessárias.
O sistema tem profundidade suficiente para continuar interessante mesmo depois de muitas horas. E, considerando que terminei a campanha após aproximadamente 80 horas, esse é um elogio bastante importante.
O sistema de visões traz personagens de outros Final Fantasy
Outra mecânica fundamental é o sistema de visões.
Dentro do universo do jogo, existem ecos do passado e de outros mundos que podem auxiliar nossos personagens durante os combates. Essas visões concedem acesso a habilidades e permitem utilizar poderes associados a diferentes personagens da franquia.
É aqui que encontramos referências a protagonistas conhecidos, como Terra, de Final Fantasy VI, Cloud, de Final Fantasy VII, e Zidane, de Final Fantasy IX.
Cada personagem jogável pode equipar uma visão e, dessa forma, combinar suas habilidades próprias com os poderes concedidos por ela.
Isso cria uma camada adicional de personalização. Não estamos apenas escolhendo quais personagens levar para a batalha, mas também decidindo quais habilidades queremos disponibilizar para cada integrante da equipe.
As visões possuem habilidades ativas e passivas, além de um sistema próprio de progressão. Conforme ganham experiência, elas desbloqueiam benefícios que fortalecem os personagens e permitem aproveitar determinadas habilidades mesmo quando a visão não está mais equipada.
Por isso, recomendo experimentar diferentes combinações ao longo da aventura. Ficar preso a uma única visão durante todo o jogo significa perder oportunidades de desenvolver melhor seus personagens.
Atenção para quem ainda não terminou outros Final Fantasy: os santuários de visões podem apresentar cenas e textos com spoilers dos jogos representados. Se você ainda pretende jogar Final Fantasy VI, VII, IX ou outros títulos relacionados, tenha cuidado com essas apresentações. É possível recrutar as visões sem precisar assistir a todas as cenas ou ler todos os textos.
É uma decisão importante para quem deseja aproveitar as referências sem descobrir antecipadamente acontecimentos de outros jogos da franquia.
Elementais e builds: prepare-se para experimentar
Final Fantasy Resonance dá bastante importância aos elementos. Temos afinidades como fogo, água, gelo, vento, terra, relâmpago, luz e trevas, e explorar as fraquezas dos inimigos é essencial para quebrar suas posturas com eficiência.
O interessante é que a personalização não se limita às magias. Tanto ataques físicos quanto habilidades mágicas podem possuir propriedades elementais, enquanto outras habilidades não apresentam nenhum elemento específico.
Isso significa que precisamos pensar não apenas no elemento mais adequado para cada inimigo, mas também nas características de cada personagem.
Se determinado integrante possui atributos físicos elevados, por exemplo, pode ser mais interessante investir em ataques físicos e habilidades que aproveitem esse potencial. Já personagens com atributos mágicos elevados podem se beneficiar de uma configuração focada em magias.
Durante minha aventura, gostei bastante de experimentar diferentes combinações. Lasswell foi um bom exemplo disso. Como ele já possui habilidades associadas ao gelo, procurei complementar suas possibilidades de ataque com outras visões, permitindo que ele também explorasse elementos diferentes.
Em determinado momento, consegui montar uma configuração voltada para acertos críticos, aumentando consideravelmente seu dano e sua capacidade de quebrar a postura dos adversários.
Esse tipo de combinação faz diferença porque os equipamentos, acessórios, habilidades passivas e visões trabalham juntos. Uma escolha isolada pode parecer pequena, mas o resultado muda bastante quando conseguimos combinar vários bônus que se complementam.
É justamente aí que Final Fantasy Resonance se destaca. O jogo oferece espaço para testar estratégias, ajustar os personagens e encontrar maneiras próprias de enfrentar os desafios.
Quem gosta de montar builds e procurar combinações eficientes tem bastante coisa para explorar.
Limit Bursts, Espers e habilidades especiais
Além das mecânicas de postura e das visões, o jogo apresenta os Limit Bursts, ataques especiais capazes de causar grandes quantidades de dano.
Esses golpes se tornam ainda mais interessantes quando combinados com determinadas habilidades e equipamentos. Dependendo da configuração da equipe, é possível acelerar consideravelmente o carregamento dessas técnicas e criar sequências de ataques especiais em intervalos curtos.
Isso recompensa quem dedica tempo à construção das builds. Em vez de simplesmente equipar os itens com os maiores números, podemos procurar combinações que melhorem a frequência de uso das habilidades e aumentem o potencial ofensivo do grupo.
Alguns personagens também conseguem invocar Espers, criaturas poderosas que auxiliam temporariamente durante as batalhas. Entre elas estão nomes conhecidos da franquia, como Ramuh e Leviatã.
As invocações ajudam a ampliar a variedade dos confrontos e trazem aquele espetáculo visual que muitos fãs esperam de um Final Fantasy.
Também temos uma boa variedade de buffs e debuffs. Podemos aumentar atributos, reduzir a força dos adversários, acelerar ou desacelerar ações e utilizar efeitos como veneno, paralisia, sono e confusão.
Outro ponto positivo é que determinadas condições negativas podem funcionar até mesmo contra chefes. Isso abre possibilidades estratégicas que nem sempre encontramos em RPGs do gênero, nos quais muitos inimigos importantes são praticamente imunes a esse tipo de abordagem.
No conjunto, essas mecânicas tornam o combate bastante flexível. Existem várias maneiras de preparar uma equipe eficiente, e o jogo recompensa quem procura entender como os diferentes sistemas funcionam em conjunto.
A progressão dos personagens é bem equilibrada
Uma decisão de design que merece elogios é a maneira como Final Fantasy Resonance administra a experiência dos personagens.
O grupo ativo conta com quatro integrantes, mas temos mais personagens jogáveis disponíveis. Isso permite experimentar formações diferentes sem precisar abandonar permanentemente aqueles que ficam fora da equipe principal.
O jogo não deixa os personagens inativos completamente para trás em termos de nível. Dessa forma, podemos fazer alterações no grupo conforme a situação ou simplesmente porque queremos experimentar outros integrantes.
É uma solução simples, mas bastante eficiente.
Em RPGs longos, pode ser frustrante descobrir que determinado personagem parece interessante, mas está muitos níveis abaixo do restante da equipe porque quase nunca foi utilizado. Resonance reduz esse problema e facilita a experimentação.
Como consequência, a variedade de personagens se torna mais relevante. Podemos testar diferentes composições, explorar habilidades específicas e adaptar o grupo aos desafios sem transformar cada mudança em uma longa sessão de treinamento.
Missões secundárias, exploração e viagem rápida
Em relação à estrutura da aventura, Final Fantasy Resonance apresenta seus objetivos principais de maneira clara e também informa quais missões secundárias estão disponíveis.
Normalmente, prefiro concentrar meu tempo na campanha principal. Entretanto, neste jogo, acabei realizando quase todas as missões secundárias que apareceram durante a progressão.
Isso aconteceu porque elas oferecem recompensas interessantes e ajudam a fortalecer o grupo de maneira natural. Ao completar essas atividades antes de avançar para determinadas partes da história, consegui manter meus personagens em um nível adequado sem precisar passar horas repetindo batalhas apenas para ganhar experiência.
É uma estrutura que funciona muito bem para quem deseja aproveitar o conteúdo disponível sem transformar a aventura em uma sequência interminável de grind.
O mundo também oferece diferentes tipos de lugares para explorar, incluindo cidades, vilas, calabouços, santuários, áreas de desafio, um Coliseu e outras localidades especiais.
O mapa-múndi ajuda a dar variedade à jornada, enquanto a possibilidade de retornar rapidamente aos locais já visitados facilita bastante a conclusão das missões pendentes.
Por outro lado, existe uma decisão de design de que não gostei tanto.
O jogo indica de maneira excessivamente detalhada para onde devemos ir. Em uma experiência mais linear, isso não seria necessariamente um problema. Porém, em uma aventura que incentiva a exploração, gostaria de ter mais oportunidades para descobrir segredos por conta própria.
Encontrar uma passagem escondida ou descobrir uma recompensa sem receber uma indicação praticamente exata de sua localização pode ser uma das partes mais divertidas de um RPG.
Quando o jogo entrega todas essas informações antecipadamente, parte da sensação de descoberta acaba se perdendo.
Ainda assim, o sistema de viagem rápida funciona muito bem e torna a exploração mais prática. Voltar a uma cidade para entregar uma missão ou retornar a uma área que antes era difícil demais é algo simples, sem exigir que o jogador percorra novamente longos trajetos.
É um equilíbrio entre conveniência e exploração que poderia ser melhor, mas que não chegou a comprometer minha experiência.
Visual HD-2D e desempenho no Nintendo Switch 2
Visualmente, Final Fantasy Resonance é um jogo muito bonito.
A direção de arte combina personagens em pixel art, cenários tridimensionais e ilustrações elaboradas para criar uma apresentação que valoriza tanto a nostalgia quanto os recursos gráficos modernos.
A variedade de ambientes também ajuda a manter a aventura visualmente interessante. Os diferentes locais associados aos cristais elementais apresentam características próprias, evitando que a exploração pareça limitada a um único tipo de cenário.
No Nintendo Switch 2, a experiência foi bastante positiva. O jogo apresentou boa qualidade visual e desempenho consistente durante praticamente toda a campanha.
Encontrei apenas um trecho específico em que a performance se mostrou menos estável, em uma região com chuva e relâmpagos. Mesmo assim, foi uma situação pontual e não chegou a prejudicar significativamente minha experiência.
Os menus e a interface também merecem elogios. As informações são organizadas de maneira clara, e acompanhar as missões, administrar equipamentos e configurar habilidades é relativamente simples.
Em um RPG com tantas possibilidades de personalização, ter uma interface que facilita o acesso às informações faz bastante diferença.
No geral, a versão de Nintendo Switch 2 entregou uma experiência muito satisfatória, tanto em apresentação visual quanto em desempenho.
Trilha sonora e dublagem
A trilha sonora é outro grande destaque.
Final Fantasy Resonance apresenta músicas originais e também versões rearranjadas de temas associados a outros jogos da franquia. Essa combinação ajuda a reforçar a identidade do projeto e cria momentos que devem agradar especialmente aos fãs de longa data.
Os efeitos sonoros também são muito bem executados. Desde a navegação pelos menus até os sons de ataques físicos, magias, acertos críticos e habilidades especiais, existe um cuidado que contribui para a sensação de impacto durante as batalhas.
A dublagem está disponível em inglês e japonês. Durante minha experiência, joguei a campanha inteira com as vozes em japonês e gostei bastante das interpretações dos personagens.
As vozes ajudam a dar personalidade ao elenco e complementam a apresentação das cenas. É um trabalho que combina bem com a proposta de um RPG focado em história e personagens.
A ausência de português é um grande problema
Infelizmente, nem tudo são elogios.
Final Fantasy Resonance não conta com tradução para português, nem mesmo nas legendas. E, sinceramente, considero essa ausência uma das decisões mais decepcionantes da Square Enix em relação ao lançamento.
O Brasil possui uma comunidade enorme de jogadores, e existe um público que acompanha a franquia há décadas. Disponibilizar uma tradução para português seria uma maneira importante de tornar essa aventura acessível a mais pessoas.
A situação fica ainda mais estranha quando observamos que outros jogos da série já receberam localização para nosso idioma. Final Fantasy Pixel Remaster, Final Fantasy XV, Final Fantasy XVI e os jogos da trilogia Final Fantasy VII Remake são exemplos de títulos que contam com suporte ao português.
Quando alguns lançamentos recebem tradução e outros ficam de fora, a política de localização da franquia parece bastante inconsistente.
No caso de Resonance, o problema é ainda mais significativo porque o texto utiliza vocabulário e construções que podem exigir um nível avançado de inglês. Não estamos falando apenas de entender instruções básicas ou acompanhar diálogos simples. Para aproveitar plenamente a narrativa, é necessário compreender textos, motivações e explicações relacionadas aos acontecimentos do mundo.
Isso é uma pena, porque o jogo tem qualidades suficientes para conquistar muitos jogadores que podem acabar afastados justamente pela barreira do idioma.
Minha crítica aqui não é à qualidade da narrativa, mas à falta de acessibilidade linguística. Um RPG tão bom merecia receber o mesmo cuidado de localização que outros títulos importantes da franquia.
Afinal, Final Fantasy Resonance vale a pena?
Depois de aproximadamente 80 horas, minha impressão é bastante positiva.
Final Fantasy Resonance é um RPG que resgata com competência várias das características que tornaram os jogos clássicos do gênero tão especiais. Temos uma aventura extensa, personagens bem desenvolvidos, uma história que vai além da divisão tradicional entre heróis e vilões e um sistema de combate que continua interessante mesmo depois de dezenas de horas.
A variedade de visões, as possibilidades de construir builds e a combinação entre ataques elementais, quebra de postura, Limit Bursts, Espers e efeitos de status fazem com que o combate tenha profundidade de verdade.
Também gostei da progressão dos personagens, da quantidade de missões secundárias e da maneira como o jogo permite fortalecer a equipe sem exigir sessões excessivas de grind.
Os principais pontos negativos ficam por conta da exploração excessivamente guiada e, principalmente, da ausência de tradução para português. O primeiro aspecto reduz um pouco a sensação de descoberta, enquanto o segundo limita o acesso a uma aventura que merecia alcançar um público ainda maior.
Mesmo com essas ressalvas, recomendo bastante Final Fantasy Resonance para quem gosta de RPGs japoneses clássicos, especialmente jogos como Dragon Quest VII, Star Ocean: The Second Story e Bravely Default, além dos Final Fantasy tradicionais.
Se você está em dúvida, vale conferir a demonstração gratuita, caso esteja disponível na loja da sua plataforma, para conhecer o combate e descobrir se a proposta combina com seu gosto.
Para mim, Final Fantasy Resonance foi uma experiência muito satisfatória do início ao fim. É um RPG que entende bem suas raízes, oferece sistemas de combate envolventes e consegue manter a vontade de continuar jogando mesmo depois de 80 horas.
Minha conclusão é que Final Fantasy Resonance é uma excelente pedida para quem sente falta dos RPGs japoneses clássicos. A Square Enix acertou em cheio na construção do combate e na apresentação visual. Agora só falta dar mais atenção à localização para que jogadores brasileiros também possam aproveitar essa aventura sem barreiras linguísticas.
Se você curte RPGs por turnos, gosta de experimentar builds e sente saudade daquela época de grandes aventuras em mundos de fantasia, este é um jogo que merece entrar no seu radar.
Zelda: Ocarina of Time é realmente o jogo certo para bater de frente com GTA 6?
A Nintendo está prestes a colocar uma de suas maiores lendas dos videogames no centro das atenções, justamente em um dos períodos mais aguardados da indústria. Estamos falando de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que ganhará uma nova versão para o Nintendo Switch 2 e chegará em novembro de 2026, poucas semanas antes do lançamento de Grand Theft Auto VI.
A Nintendo está prestes a colocar uma de suas maiores lendas dos videogames no centro das atenções, justamente em um dos períodos mais aguardados da indústria. Estamos falando de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que ganhará uma nova versão para o Nintendo Switch 2 e chegará em novembro de 2026, poucas semanas antes do lançamento de Grand Theft Auto VI.
Mas será que colocar Link contra o gigantesco fenômeno da Rockstar Games é realmente uma boa estratégia? Ou estamos falando de dois jogos tão diferentes que essa disputa pode acabar sendo muito mais interessante do que parece?
Ocarina of Time tem história para enfrentar qualquer gigante
Lançado originalmente em 1998 para o Nintendo 64, The Legend of Zelda: Ocarina of Time é considerado um dos jogos mais importantes da história dos videogames. A aventura de Link revolucionou a maneira como muitos jogos de ação e aventura lidavam com exploração em ambientes tridimensionais, combate e utilização de uma câmera em terceira pessoa.
Agora, a Nintendo quer apresentar essa experiência a uma nova geração com uma versão completamente reformulada para o Switch 2. Entre as novidades anunciadas estão gráficos renovados, cenas com dublagem, diálogos expandidos, trilha sonora orquestral e controles modernizados.
A nova versão também promete tornar a aventura mais acessível para quem nunca jogou o clássico, sem abandonar a essência da jornada por Hyrule. Essas mudanças podem transformar o retorno de Ocarina of Time em um dos grandes acontecimentos de 2026.
E existe um detalhe importante: estamos falando de uma franquia que possui uma base de fãs extremamente fiel. Para muita gente, Zelda não é apenas mais uma série da Nintendo, mas uma das experiências mais marcantes de toda a história dos games.
GTA 6 é um fenômeno de outra proporção?
Por outro lado, Grand Theft Auto VI chega carregando uma expectativa gigantesca. A Rockstar pretende levar os jogadores novamente a Vice City, agora em uma experiência ambientada no estado fictício de Leonida, com um mundo aberto moderno e uma nova história criminal.
A diferença é que GTA 6 não depende apenas dos fãs tradicionais da franquia. O jogo possui potencial para atrair jogadores casuais, criadores de conteúdo, fãs de jogos de mundo aberto e até pessoas que normalmente não acompanham os lançamentos da indústria.
Além disso, GTA V construiu um legado comercial extraordinário, enquanto GTA Online manteve a marca presente durante anos. Por isso, a chegada de uma nova sequência tem potencial para dominar as conversas nas redes sociais, os vídeos do YouTube e as transmissões ao vivo.
É justamente por isso que enfrentar GTA 6 comercialmente será uma tarefa complicada para qualquer jogo, independentemente de sua qualidade.
Lançar Zelda perto de GTA 6 é uma loucura ou uma jogada inteligente?
A Nintendo confirmou o lançamento de Ocarina of Time para 5 de novembro de 2026, enquanto a Rockstar anunciou GTA 6 para 19 de novembro de 2026. Ou seja, os dois jogos chegarão com apenas duas semanas de diferença. <Cite refs={[“turn475114search0″,”turn475114search2”]}/>
Essa proximidade pode parecer arriscada, mas existe uma lógica interessante por trás da estratégia da Nintendo.
Em vez de tentar competir diretamente com a proposta de GTA 6, Zelda pode conquistar o público que procura uma aventura mais focada em exploração, quebra-cabeças, masmorras, combates e fantasia. São experiências diferentes, com identidades próprias e motivos distintos para serem compradas.
Também existe o fator Nintendo Switch 2. Como Ocarina of Time será exclusivo do console, o lançamento pode funcionar como um grande incentivo para quem já possui o aparelho e como mais um motivo para quem está pensando em comprá-lo.
A Nintendo ainda pode aproveitar o aniversário de 40 anos da franquia Zelda para transformar o lançamento em um evento especial, fortalecendo o apelo nostálgico do jogo.
O risco, entretanto, é a disputa por atenção. Mesmo que os públicos sejam diferentes, GTA 6 pode dominar as redes sociais e os conteúdos de gameplay durante semanas, dificultando a visibilidade de outros lançamentos.
Ocarina of Time consegue vencer GTA 6?
Aqui precisamos separar duas coisas: qualidade e sucesso comercial.
Ocarina of Time não precisa vender mais do que GTA 6 para ser considerado um grande sucesso. Se a nova versão entregar uma aventura memorável, conquistar novos jogadores e impulsionar as vendas do Switch 2, a Nintendo poderá alcançar seus objetivos mesmo que a Rockstar termine o ano com números comerciais muito superiores.
Além disso, a nostalgia é uma ferramenta poderosa. Jogadores que conheceram o original no Nintendo 64 podem querer reviver a aventura, enquanto uma nova geração terá a oportunidade de conhecer uma das histórias mais influentes da indústria.
Porém, existe uma questão fundamental: o preço. Se a Nintendo cobrar um valor elevado por uma experiência baseada em um jogo de 1998, mesmo com todas as melhorias, parte do público poderá questionar se as mudanças justificam o investimento. A qualidade do remake, a quantidade de novidades e a percepção de valor serão decisivas para sua recepção.
Também será importante avaliar se as mudanças realmente modernizam a experiência ou se apenas deixam o clássico mais bonito. Gráficos melhores chamam atenção, mas não garantem, sozinhos, que o jogo conquiste jogadores que esperam novidades mais profundas.
Minha opinião: Zelda é a escolha certa, mas não para disputar da mesma maneira
Na minha visão, Ocarina of Time é uma excelente escolha para representar a Nintendo nesse período. É um jogo histórico, possui uma marca reconhecida mundialmente e tem potencial para se tornar uma das grandes experiências do Switch 2.
Entretanto, seria um erro esperar que ele enfrentasse GTA 6 exatamente nas mesmas condições. A Rockstar tem uma franquia voltada para um público enorme, enquanto Zelda trabalha com uma proposta diferente, ainda que também possua alcance global.
O verdadeiro objetivo da Nintendo deveria ser mostrar que seu console tem experiências únicas e relevantes, mesmo quando os maiores lançamentos da indústria chegam quase ao mesmo tempo.
E existe uma vantagem nessa disputa: os jogadores não precisam escolher apenas um dos dois para sempre. Quem gosta de aventuras de fantasia pode querer explorar Hyrule, enquanto os fãs de mundo aberto podem passar horas em Vice City. Dependendo do orçamento e do tempo disponível, muitos jogadores podem acabar comprando ambos.
No final das contas, Ocarina of Time não precisa derrotar GTA 6 para vencer sua própria batalha. Precisa provar que um clássico pode renascer, conquistar uma nova geração e continuar relevante quase três décadas depois de sua estreia.
E aí fica a pergunta: você acredita que o remake de Zelda: Ocarina of Time tem força para dividir as atenções com GTA 6 ou a Rockstar vai simplesmente dominar novembro de 2026?
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